domingo, 31 de março de 2013

ANJOS MAUS

ORIGEM:

Os anjos maus um dia foram como os anjos bons, eles não foram criados como anjos maus. A Bíblia nos relata que Deus viu tudo que tinha criado e estava muito bom (Gn 1.31). Alguns anjos sob a direção de Satanás não mantiveram o sua condição original, mas caíram do estado em que tinham sido criado (2Pe 2.4; Jd 6) e perderam o privilégio de servirem a Deus.

Segundo Wayne Grudem em algum momento dos eventos entre Gn 1.31 e Gn 3.1 deve ter havido uma rebelião no mundo angélico, no qual muitos anjos se voltaram contra Deus e se tornaram maus.

Segundo Louis Berkhof, o pecado específico desses anjos não foi revelado, mas geralmente se pensa que consiste em exaltarem contra Deus e aspirarem a Autoridade Suprema. Se esta ambição desempenhou papel importante na vida de Satanás e o levou a queda, isso explica por que ele tentou o homem nesse ponto particular e procurou enganá-lo para destruí-lo recorrendo a uma possível ambição.

Outros como os pais da igreja, acreditavam que o pecado de Satanás foi o orgulho e que a queda dos demônios foi o pecado da luxúria carnal, essa tese  não tem muita aceitação porque contraria a natureza espiritual dos anjos e o fato de que não há vida sexual entre os anjos de acordo com (Mt 22.30).

A NATUREZA DOS ANJOS MAUS:

Os anjos maus são seres espirituais criados, dotados de discernimento moral e inteligência, mas desprovidos de corpos físicos e como o homem dotado de livre escolha. Possuem características de ações pessoais o que demonstra que possuem personalidade, são seres numerosos, de tal modo que torna Satanás praticamente ubíquo por meio desses seus representantes, são seres vis e perversos, baixo em conduta, são servis e obsequiosos, são seres de baixa ordem moral, degenerados em sua condição, ignóbeis em suas ações e sujeitos a Satanás.

DEFINIÇÃO:

Anjos maus são anjos que pecaram contra Deus e hoje continuamente praticam o mal no mundo.

QUEM É O CHEFE DOS DEMÔNIOS?

Satanás é considerado o chefe dos anjos decaídos, tudo indica que ele era um dos poderosos príncipes do mundo angélico e veio a ser líder dos que se revoltaram contra Deus e caíram. O próprio nome Satanás que quer dizer:  "adversário" nos mostra que ele é o grande adversário de Deus.

Ele é o destruidor, razão porque também é chamado de Apolion "o destruidor" (Ap 9.11). Ele é apresentado nas Escrituras como o originador do pecado (Gn 3.1,4; Jo 8.14; 2Co 11.3;12.9;  1Jo 3.8; Ap 20.2,10). Ele continua sendo o chefe das hostes angelicais do mau, arrastou consigo em sua queda outros anjos e os empregam em sua desesperada resistência a Cristo e a seu reino.

 É também chamado de "príncipe desse mundo" (Jo 12.3) e até mesmo "deus" deste século (2Co 4.4) isso não significa que ele detém o controle do mundo, pois Deus é quem o detém. Deus deu toda autoridade a Cristo.  Satanás tem sob controle esse mundo mau, o mundo que está separado de Deus (Ef 2.2) onde ele é chamado de príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência.

Ele é sobre-humano, mas não é divino, tem grande poder, mas não é onipotente, exerce poder numa escala ampla porém delimitada (Mt 12/29; Ap 20.2. Está destinado a ser lançado no abismo (Ap 20.10).

ATIVIDADE DE SATANÁS E DOS DEMÔNIOS:

Como os anjos bons os anjos maus possuem poder sobre-humano. Enquanto os anjos bons louvam a Deus perenemente, batalham por ele e o servem fielmente, os anjos maus com poderes das trevas prestam-se para maldizerem a Deus, pelejarem contra Ele e Cristo seu Ungido, para destruir sua obra.

Estão em constante rebelião contra Deus procurando desviar até os eleitos e amimam os pecadores no mal que estes praticam. São espíritos perdidos e sem esperança.

Satanás originou o pecado, satanás pecou antes que qualquer ser humano o fizesse como se depreende do fato de na forma de uma serpente ter tentado Eva (Gn 3.1-6; 2Co 11.3).

Os demônios se opõem a toda obra de Deus tentando destruí-la, assim como Satanás levou Eva a pecar contra Deus (Gn 3.1-6), também tentou fazer Jesus pecar e assim falhar na sua missão de Messias (Mt 4. 1-11). A tática de Satanás e seus demônios são: A mentira (Jo 8.44), o engano (Ap 12.9), o homicídio (Sl 106.37) e todo e qualquer tipo de ação destrutiva no intuito de fazer as pessoas se afastarem de Deus, rumo à destruição.

Os demônios lançam mão de qualquer artifício para cegar as pessoas ao evangelho (2Co 4.4) e mantê-las presas a coisas que as impedem de aproximar-se de Deus. Contudo os demônios estão limitados pelo controle de Deus. A história de Jó deixa claro que Satanás só podia fazer o que Deus lhe permitia. Eles não têm o poder que tinham quando eram anjos, pois o pecado é uma influência deliberante e destruidora, o poder dos demônios, embora significativo, é provavelmente menor que a dos anjos.

Quanto aos nossos pensamentos a Bíblia nos ensina que Jesus e que Deus conhece os nossos pensamentos, mas não há indicação que os anjos e os demônios possam conhecê-los.  

 A AÇÃO DOS DEMÔNIOS AO LONGO DA HISTÓRIA DA REDENÇÃO:

No antigo testamento: No Antigo Testamento a palavra demônio não é usada com frequência, porém notamos que o povo de Israel frequentemente pecava servindo a falsos deuses e esses falsos deuses eram na verdade forças demoníacas (Sl 106. 35-37). Essa referência demonstra que o culto oferecido aos ídolos de todas as nações que cercavam Israel era na verdade culto a Satanás e seus demônios.

No ministério de Jesus: Jesus expulsou demônios com absoluta autoridade, as pessoas ficavam assombradas "Todas se admiravam a ponto de perguntarem entre sí: O que vem a ser isso? Uma nova doutrina! Com autoridade ele ordena aos espíritos  imundos e eles lhe obedecem".

Na era da nova aliança: Essa autoridade sobre as forças demoníacas não se limita apenas a Jesus, pois ele concedeu autoridade semelhante primeiro aos doze (M 10.8) e em seguida aos setenta discípulos (Lc 10.17,  a autoridade sobre os espíritos imundos se estendeu mais tarde aos membros da igreja primitiva que administravam em nome de Jesus (At 8.7; 16.18; Tg 4.7). Jesus dá a todos os crentes a autoridade de repreender demônios e de ordenar que saiam.

No juízo final: No final do milênio, Satanás é solto e reúne as nações para a batalha mas é definitivamente derrotado e lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, atormentado de dia e de noite, pelo séculos dos séculos (Ap 20.10). Então o juízo de Satanás e de seus anjos estará completo.

NOSSA RELAÇÃO COM OS DEMÔNIOS

Algumas pessoas influenciadas por uma cosmovisão naturalista acreditam que os demônios não existam, os liberais acham que as ações demoníacas são as equivalentes as das organizações e estruturas da sociedade atual, governos malignos e poderosas corporações maléficas que controlam milhares de pessoas, Porém as Escrituras explica o mundo como ele verdadeiramente é, então devemos levar a sério  o panorama de intenso envolvimento demoníaco na sociedade humana.

As pessoas com influência demoníaca apresentam atitudes bizarras muitas vezes violentas, especialmente diante da pregação do evangelho.  Um crente verdadeiro não pode ser possuído por demônios, pode até ser tentado mais não possuído. As Escrituras Sagradas garantem a derrota final de Satanás e seus anjos. SOLI DEO GLORIA  Pb. GILSON DOS SANTOS.

FONTES:

BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática: Cultura Cristã. São Paulo, 2002.

GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática Atual e Exaustiva: Vida Nova. São Paulo, 2010.

domingo, 2 de setembro de 2012

OS CINCO SOLAS DA REFORMA PROTESTANTE

INTRODUÇÃO:

Antes da reforma protestante do século XVI, os ensinos, as ações e a postura da igreja Católica Romana, incomodavam os verdadeiros crentes, que procuravam pautar suas vidas nos ensinos das Escrituras Sagradas.

Homens como Jerônimo Savanarola, João Huss e tantos outros foram mortos por defenderem seus ideais de conduta e fé. No cárcere, sentenciado pelo papa para ser queimado vivo, João Huss disse: "Podem matar o ganso (em alemão, sua língua natal, huss é ganso), mas daqui a cem anos, Deus suscitará um cisne que não poderão queimar".


O monge agostiniano Martinho Lutero seguindo o mesmo ideal de lealdade às Escrituras. No dia 31 de outubro de 1517, cento e dois anos após a morte de João Huss, afixa à porta da igreja do castelo de Witenberg, as suas 95 teses, cujo teor resume-se em que Cristo requer o arrependimento e a tristeza pelo pecado e não a penitência.


Com o desenvolvimento dos estudos de Lutero e suas teses surgem os cinco pilares da reforma protestante que são também conhecidos como os cinco solas da reforma, são princípios fundamentais da reforma protestante sintetizando o credo dos teólogos protestantes.


A palavra sola é uma palavra latina que significa "somente", esses pontos surgem com o propósito de se oporem ao pensamento, conduta e ensino da igreja romana da época. Os Cinco Solas são:


1-Soli Deo Gloria (Glória somente a Deus)

A igreja romana ensinava e exigia uma devoção ao clero e aos homens santos que poderiam interferir diante de Deus para perdão de pecados e obtenção de bênçãos para os homens.

Quando se estava na presença do papa e dos cardeais a reverência deveria ser tamanha, beirando as raias de adoração, onde se demonstraria uma total submissão a estes.

Fundamentado nas Escrituras Ef 2. 1-10; Jo 4.24; Sl 90.2; Tg 1.17 e tantos outros textos, os Reformadores concluem que somente a Deus devemos dar glória.

Não podemos dispensar glórias a homens, pois não passam de míseros pecadores e são como trapos imundos e carecem da misericórdia e da gloria de Deus.


2- Sola Fide (Somente a Fé)

O homem só pode ser salvo mediante a fé (a exclusividade da ação pela fé), sua alma só poderá ser liberta das chamas do inferno e das garras de Satanás mediante a fé em nosso Senhor Jesus Cristo.

Não são penitências, sacrifícios ou compra de indulgências, que livrarão o homem da condenação eterna, mas a salvação é através da fé (Ef 2.8).

Após meditar no texto que diz: "O justo viverá da fé", Martinho Lutero percebeu que a justiça de Deus nessa passagem, é a justiça que o homem piedoso recebe de Deus, pela fé como dádiva.


3-Sola Gratia (Somente a Graça)

A única causa eficiente da salvação é a graça de Deus. Ninguém pode ser salvo por mérito próprio, por obras, sacrifícios penitências ou compra de indulgências. A única causa eficaz da salvação é a graça de Deus sobre o pecador, (Ef 2.8). Pela graça somos salvos mediante a fé, e isso não vem do homem é dom de Deus.

Nenhuma obra por mais justa e santa que possa parecer poderá dar ao homem livre acesso a salvação e ao reino dos céus, ocorrerá isso somente pela graça de Deus.

"Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se gloria". Ef 2.8 e 9


4- Sola Christus (Somente Cristo)

Esse "somente" mostra a suficiência e exclusividade de Cristo no processo de salvação. Desde a eternidade Deus promove a aliança da redenção, onde o beneficiário seria o homem e o executor dessa aliança seria seu Filho unigênito "Jesus Cristo, o Messias prometido", portanto somente Cristo é o instrumento de nossa salvação.

O homem nada poderá fazer para sua salvação, pois Jesus Cristo realizou a obra da redenção ao ser sacrificado na cruz do calvário, vertendo o seu sangue como sacrifício por nossos pecados.

 "E não há salvação em nenhum outro: porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dentre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos" At 4.12.


5- Sola Scriptura (Somente as Escrituras)

Somente as Escrituras são regra de fé e prática para o crente. As tradições as bulas e os escritos papais mão têm, não podem ser ou mesmo servirem de instrumento de fé e prática para o rebanho de Cristo, somente as Escrituras Sagradas. Elas foram escritas por homens inspirados por Deus, são instrumentos de revelação da vontade de Deus para nossa vida. Ao lê-la somos iluminados pelo Espírito Santo para entendê-la.

Martinho Lutero escreve: "Então, achei-me recém-nascido e no paraíso, toda as Escrituras tinham para mim outro aspecto, perscrutava-as para ver tudo quanto ensinam sobre a justiça de Deus"

Podemos ler em 2Tm 3. 16-17: "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra".

CONCLUSÃO:

Concluímos através desse breve estudo que os Cinco Solas, serviram de base para a teologia dos reformadores, foram e são de grande importância para a estruturação de uma teologia fundamentada exclusivamente na palavra de Deus, servindo como instrumento de orientação às igrejas, no retorno para os verdadeiros ensinamentos das Escrituras, livrando o homem do senhorio do clero e voltando para o senhorio de Cristo. (SOLI DEO GLORIA)  Pb. Gilson dos Santos.

FONTE:  Boyer, Orlando. Os Heróis da Fé, CPAD, Rio de Janeiro, 2002.

sábado, 21 de julho de 2012

O DESTINO DA ALMA IMEDIATAMENTE APÓS A MORTE

Qual o destino da alma, imediatamente após a morte? Esta é uma pergunta muito frequente tanto entre crentes e não crentes e faz parte de uma série de perguntas pertinentes à curiosidade do homem, o homem sempre esteve interessado em saber, qual a sua origem, qual o propósito de seu nascimento e qual será o destino de sua alma após a morte. Consultando a Escritura Sagrada, vamos procurar responder a essa tão importante pergunta:

 Qual o destino da alma imediatamente após a morte?

Alguns homens não acreditam que haja vida após a morte e que corpo, alma, tudo se desfaz após a morte, esse é um pensamento ateu e materialista, porém aqueles que consideram a Bíblia como sendo a revelação de Deus e a toma como regra de fé e prática, acreditam que há vida após a morte, a nossa alma tem um destino imediatamente após o último suspiro.

A Confissão de Fé de Westminster em seu capítulo XXXII trata exatamente dessa questão, relatando que:

Os corpos dos homens, após a morte, voltam ao pó e experimentam corrupção, suas almas, porém (que nem morrem, nem dormem), possuindo existência imortal, imediatamente voltam a Deus que as deu.

As almas dos justos, sendo então aperfeiçoadas em santidade, são recebidas no mais alto céu, onde vêem a face de Deus em luz e glória, aguardando a plena redenção de seus corpos, e as almas dos réprobos são lançadas no inferno, onde permanecem em tormentos e completa escuridão, reservadas para o juízo do grande dia.

Além desses dois lugares reservados para as almas separadas de seus corpos, a Escritura desconhece qualquer outro. Vejamos alguns textos bíblicos que comprovam o que foi dito:

·         O diálogo de Jesus com o ladrão na cruz- Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo hoje estarás comigo no paraíso. (Lc 23.43)

·         O rico e o mendigo – No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio. (Lc 16.23)

·         Paulo escrevendo aos filipenses – Ora, de um de outro lado estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor. (Fp 1.23)

·         Paulo escrevendo aos tessalonicenses – Pois se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará juntamente em sua companhia os que dormem. (1 Ts 4.14)

·         Paulo falando aos romanos - Não somente ela, mais também nós que temos as premissas do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos,  a redenção de nosso corpo. (Rm 8.23)

·         E o pó volte a terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu. (Ec 12.7)

Portanto, a morte consiste na separação temporária do corpo e da alma, enquanto o corpo se decompõe em seus elementos químicos de que se constitui, a alma do crente é imediatamente aperfeiçoada em santidade e imediatamente entram na glória, ao longo de todo o estado intermediário da morte à ressureição, ela continua consciente, ativa e feliz e está na presença de Cristo, o qual, após sua ascensão assentou-se a direita de Deus.

A alma dos réprobos também continuam, durante este estado intermediário, consciente e ativa, mas num estado de tormenta penal (no inferno), reservada para o juízo do grande dia. Essas condições, ainda que não finais, são irreversíveis isto é, das que estão com Cristo, nenhuma jamais se perderá, e das que estão em tormento, nenhuma jamais se salvará. SOLA SCRIPTURA. Pb. Gilson dos Santos.

FONTES: Confissão de Fé de Westmister. O Breve Catecismo de Westminster.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

A IGREJA DO NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Como filhos de Deus, um dos grandes privilégios que desfrutamos é o de pertencermos a sua família, uma família de muitos irmãos, esta família é a igreja de Deus. Amados, nesta breve matéria, vamos falar sobre a igreja cristã,  seu criador, sua base e sua permanência.

A palavra igreja tem sua origem na palavra grega "ekklésia" que significa: assembleia, reunião, congregação, "igreja". Temos também a palavra "synago" significando reunir-se, dando origem a palavra "synagoge" assembleia, (sinagoga).

Os seguidores de Jesus não descreveram suas reuniões bem como a comunidade que estas representavam com a palavra synagoge (havendo uma única exceção em Tg 2.2) afinal de contas esta palavra teria sido natural para um grupo que brotou de raízes judaicas, e que, pelo menos no início, se considerava parte do judaísmo.

Podemos inferir porque a igreja cristã conscientemente procurava evitar o termo synagoge para descrever a si mesma. O nome sinagoga que originalmente era um termo técnico para a assembleia judaica, veio a ser considerada, no decurso do tempo, como o símbolo da religião judaica, que consistia na lei e na tradição.

A idéia deve ter parecido tão rígida, do ponto de vista cristão, esta palavra (sinagoga), portanto, não podia ser usada para descrever uma comunhão e um evento que tinha no seu centro a proclamação do evangelho da libertação da lei, e da salvação que se pode receber somente mediante a fé em Jesus Cristo.  

Cristão, este nome surge pela primeira vez em Antioquia no ano 43 e foi dado aos discípulos de Cristo pelos seus inimigos em sinal de desprezo. Hoje é nome universalmente conhecido, porém enraizou-se mui lentamente, pois só é encontrado duas vezes no Novo Testamento.

Hoje entendemos que a igreja cristã é a igreja que reúne todos aqueles que espalhados pelo mundo inteiro, juntamente com os seus filhos professam a genuína religião, confessam o nosso Senhor Jesus cristo como seu salvador, vivem os seus ensinamentos e é o reino do Senhor Jesus Cristo, a casa e família de Deus.

A esta igreja, Cristo deu o ministério, os oráculos e as ordenanças de Deus para a incorporação e aperfeiçoamento dos santos nesta vida até o fim do mundo; e por sua própria presença e do Espírito, segundo sua promessa os torna eficiente para esse fim.

Ao lermos o texto de Mateus 16.18, podemos entender, quem foi o criador da igreja cristã, qual é a sua base e qual será a sua permanência.

"Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela".

Quando Jesus diz a Pedro "sobre esta rocha edificarei a minha igreja", Ele está afirmando que o criador da igreja é Ele, um criador que não age apenas como um arquiteto, mas como um bom pastor, que reúne as suas ovelhas, conduzi-as para pastagens verdejantes e águas refrescantes e as fazem repousar seguras no aprisco.

A igreja é retratada pelo apóstolo Paulo em Colossenses como sendo o corpo de Cristo e Cristo zela por esse corpo e que Cristo é a cabeça da igreja, significando que Ele é o princípio o primogênito de entre os mortos para em todas as coisas ter a primazia. Ele é a base da igreja, a verdadeira igreja cristã está fundamentada em Cristo, sua base é cristo, seus ensinos são ensinos de Cristo, seus membros devem ser imitadores de Cristo.

Jesus também diz a Pedro que as portas do inferno não prevalecerão contra ela, percebemos que ao longo da história a igreja apesar de constantemente perseguida, ultrajada e humilhada, ela permanece firme no propósito de proclamar as boas novas do evangelho, permanece anunciando que Jesus veio para nos conciliar com Deus, pagando com o seu sangue a nossa reconciliação, anunciando que salvação só através da fé em Jesus, que é obra exclusiva da graça de Deus e não por nossos méritos.

Que apesar de lobos travestidos de ovelhas adentrarem em suas portas como joio no meio do trigo. Ele permanece fiel em sua palavra, não permitindo que as portas do inferno prevaleçam contra ela mantendo a esperança da volta do Senhor Jesus Cristo, onde a sua noiva reina triunfante com Ele.  SOLA GRATIA. Pb. Gilson dos Santos.

FONTES: Dicionário Internacional de Teologia de Lothar Coenen e Colen Brawn. Confissão de Fé de Westminster. 

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O GRANDE PRIVILÉGIO DA ADOÇÃO

INTRODUÇÃO:

Amados, o objetivo deste breve comentário é mostrar ao leitor, o grande privilégio que os eleitos têm de serem chamados filhos de Deus, através da adoção, por intermédio do nosso senhor Jesus Cristo, privilégio esse que aparentemente nem aos anjos foram dados.  

A palavra para designar anjo no Antigo Testamento, significa simplesmente mensageiro. Normalmente, constituía-se um agente de Deus para cumprir algum propósito divino para a humanidade.

Em outras ocasiões, um anjo atuou na direção de uma pessoa para o fiel cumprimento da vontade de Deus. Outras vezes os anjos atuam como executores do juízo de Deus. Eles aparecem como interlocutor no livro de Zacarias. Um dos mais bonitos papéis dos anjos é no louvor. No Novo Testamento, a palavra grega "angelos" significa mensageiro.  

O teólogo e escritor Wayne Grudem em seu livro de Teologia Sistemática na página 617, faz o seguinte comentário:

Embora a adoção seja um privilégio que vem a nós ao mesmo tempo em que nos tornamos verdadeiros cristãos (Jo 1.12, Gl 3.36, 1 Jo 3.1-2) é contudo um privilégio distinto da justificação e da regeneração. Na regeneração tornamo-nos espiritualmente vivos, capazes de falar com Deus em oração e adoração e capazes de ouvir sua palavra com coração receptível.

Porém é possível que Deus tenha criaturas espiritualmente vivas e que, contudo, não são membros de sua família e não compartilham dos privilégios especiais de membros da família – os anjos, por exemplo, aparentemente se enquadram nessa categoria.

Portanto, teria sido possível para Deus decidir dar-nos regeneração sem o grande privilégio de adoção em sua família. Além disso, Deus poderia ter-nos dado a justificação sem o privilégio da adoção em sua família, porque, poderia ter perdoado dos nossos pecados e nos dado o direito legal de estar diante dele sem tornar-nos seus filhos.

É importante entender isso porque nos ajuda a reconhecer quão grande são os nossos privilégios na adoção. A regeneração tem que ver com nossa vida espiritual interior. A justificação tem que ver com nossa posição diante da lei de Deus.

Mas a adoção tem que ver com nossa comunhão com Deus como nosso Pai, e por causa da adoção são-nos dadas muitas das maiores bênçãos, das quais nos lembramos por toda eternidade.

Quando começamos a perceber a excelência dessas bênçãos e compreendemos que Deus não tem a obrigação de dar-nos nenhuma delas, então somos capazes de exclamar com o apóstolo João. "Vede que grade amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus, e, de fato somos filhos de Deus" (Jo 3.1)

Grudem, então faz o seguinte comentário: Embora tanto os anjos bons quanto os anjos maus sejam chamados "filhos de Deus" em certos lugares da Bíblia (Jó 1.6), esse é aparentemente um estado de filiação que vem do fato de Deus havê-los criado.

Não parece indicar que os anjos em geral (especialmente os anjos maus), compartilhem desse privilégio de serem uma família que recebemos como filhos de Deus, de fato Hb 2. 14-16 faz uma clara distinção entre nossa condição como filhos de Deus e a condição dos anjos.

Além, disso, os anjos não são jamais mencionados como membros da família de Deus e nunca se diz que tem os privilégios de família que pertencem como filhos de Deus.

"Visto, pois que, os filhos tem participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente. Participou, para que, por sua morte. Destruísse aquele que tem o poder da morte, a  saber, o Diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida. Pois ele, evidentemente, não socorre anjos, mais socorre a descendência de Abraâo". (Hb 2.14-16)

Wayne Grudem deixa a entender, que os anjos não fazem parte da família de Deus, pois foram criados para servir os propósitos divinos. Podemos comparar como um criado que serve uma família, porém não faz parte dessa família. SOLA FIDE. Pb GILSON DOS SANTOS.

FONTES: GRUDEM, Wayne. Teologia sistemática, Vida Nova, São Paulo, 1999. GARDNE R, Paul. Quem é quem na Bíblia Sagrada, Vida, São Paulo.

A IGREJA DE HOJE E A IGREJA DO SÉCULO III

INTRODUÇÃO:

No ano de 295 D.C., O imperador Diocleciano assume o poder do império romano e divide o império em quatro partes,  Ilíria,  Itália, Gália e Nicomédia, que são governadas por quatro co-imperadores, respectivamente. O pai de Constantino, Constâncio é o imperador da Gália, Constantino logo se destaca como exímio soldado e grande estrategista, sendo educado no palácio imperial sob o olhar de Diocleciano.

No ano 306 D.C., Constantino vai ao encontro de seu pai na Gália, passando a combater junto a ele. Em uma revolta contra os bárbaros da Bretanha, seu pai já debilitado morre e ele é aclamado imperador da Gália pelas tropas, ato este que é aceito pacificamente.

Influenciado por sua mãe Fausta, a ambição de Constantino aumenta e ele parte para se tornar único imperador de todo o império. Em uma batalha contra o co-imperador de Roma Maxicêncio, conta-nos o historiador Euzébio de Cezaréia, que Constantino tem uma visão de uma figura no céu com as letras X e P, iniciais de Cristo em grego e uma frase: "Com esse símbolo vencerás".  Então manda pintar nos escudos dos soldados as letras X e P, vence a batalha e se declara cristão desde então.

Na realidade, ele vê essa atitude como uma oportunidade para ganhar a simpatia dos cristãos que crescia assustadoramente no império, apesar das grandes perseguições, tanto é que ele continua adorando o deus sol (invictos) e só na semana de sua morte ele é batizado.

Constantino implanta o cristianismo como religião do império sem contudo proibir a prática  de religiões pagãs. A igreja cristã deixa de ser perseguida, no entanto surgi uma forte hierarquia eclesiástica no seio da igreja, tornando-a fonte de poder, Jesus Cristo deixa de ser o cabeça da igreja, sendo a liderança da igreja atribuída a homens, dando assim abertura ao poder papal.

Do ponto de vista protestante, o papado não é uma instituição de origem divina, mas resulta de um longo e complexo processo histórico. As Escrituras não apontam esse ofício como uma ordenança de Cristo à sua igreja. Um fato indiscutível é que não houve episcopado monárquico no primeiro século, no âmbito do cristianismo as igrejas eram governadas por colegiados de bispos ou presbíteros. (At 20.17 ; Tt 1.5).

A igreja é invadida por práticas de heresias, como a introdução de imagens de santos, indulgências, rezas dedicadas a santos para interceder perante Deus, etc. A igreja se desvia de seus fundamentos e propósitos que era a divulgação do evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo para a salvação.

Podemos perceber o quanto isso trouxe grandes prejuízos para a igreja, no tocante ao seu verdadeiro propósito e essa influência se reflete até os nossos dias. Onde podemos comparar a igreja dos dias atuais com a igreja dos dias de Constantino.

A igreja Católica Apostólica Romana mantém praticamente o modelo implantado na época de Constantino, o papado se manteve dando poder total ao papa sobre a igreja, sua infalibilidade é mantida.

Nas igrejas ocorre a busca pelo poder; as novas indulgências são disfarçadas em vendas de rosas milagrosas, bastões do poder, fogueiras de Israel, água do rio Jordão e tantas outras. Hodiernamente, alguém que discorda da igreja, se afasta e funda uma nova igreja, homens se auto ordenam como pastores, esposas de pastores, que na maioria das vezes se auto ordenaram, são ordenadas pastoras. O evangelho passa a ser antropocêntrico deixando de lado a cruz de Cristo, distanciando de um culto Cristocêntrico.

CONCLUSÃO:

Apesar de tudo isso, assim como nos dias de Constantino onde a verdadeira igreja do nosso Senhor Jesus Cristo permaneceu fiel nas catacumbas de Roma, temos muitas igrejas, verdadeiras igrejas do nosso Senhor que estão firmes e fiéis, pregando a pura mensagem de salvação, através da obra redentora de Jesus na cruz do calvário para todos que nele crer. SOLI DEO GLORIA. Pb. Gilson dos Santos.

FONTES: O Livro dos Mártires de John Fox, A Caminhada Cristã na História de Alderi Souza de Matos.

sábado, 23 de junho de 2012

AS PRIMEIRAS PERSEGUIÇÕES DE ROMA AOS CRISTÃOS

"Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela".  (Mt 16.18).

INTRODUÇÃO:

Durante os três primeiros séculos da era cristã, os cristãos foram duramente perseguidos e torturados até a morte. Eles eram encarcerados, jogados aos leões e feras, mortos por gladiadores, crucificados, feitos tochas humanas, atirados aos cães, jogados de despenhadeiros, colocados em fogueiras e queimados vivos, toda sorte de atrocidades e crueldades eram praticadas contra os que se declarassem seguidores de Cristo;

A primeira grande perseguição contra os cristãos, aconteceu no ano 67 D. C. pelo imperador Nero, após promover inúmeras atrocidades e incendiar Roma, percebendo que sua conduta era censurada pelo povo, colocou culpa nos cristãos, Iniciando assim grande perseguição aos mesmos.

Vestiam-nos com peles de animais e atiravam aos cães para serem devorados, embebiam com óleo e pendurava em postes ateando fogo para servirem de tochas humanas. O Coliseu de Roma era palco das mais perversas crueldades contra os cristãos. Essa carnificina servia de diversão para o imperador e pagãos.

Neste período, foram martirizados os apóstolos Pedro e Paulo, bem como Erastos tesoureiro de Corinto; Aristarco, o macedônio; Trófimo de Éfeso; José, também chamado Bersabás; Ananias, o bispo de Danasco, e cada um dos setenta.

A segunda grande perseguição ocorre no reinado de Domiciano, no ano 81 D.C.

Matou seu irmão, alguns senadores e outros tantos para confiscar os seus bens, iniciando em seguida perseguição aos cristãos. Determinou a execução de todos os pertencentes a linhagem de Davi. Editou a lei que dizia que nenhum tribunal, fique isento de castigo, sem que renuncie sua religião.

Dentre os numerosos martirizados destacamos: Simeão, bispo de Jerusalém; Dionísio o areopagita; Nicodemos; Timóteo, o celebre discípulo de Paulo.

No reinado de Tirano, ocorre a terceira perseguição aos cristãos, onde milhares foram mortos, jogados às feras ou crucificados. Dentre os martirizados temos: O bem-aventurado Inácio, que na ora de sua morte disse: "sou o trigo de Cristo, vou ser moído com os dentes de feras, para que possa ser achado pão puro".

Adriano, o sucessor de Tirano, continuou as perseguições, muitos foram crucificados no monte Ararate, coroados de espinhos e transpassados por lanças.

Foram martirizados Alexandre, o bispo de Roma e seus dois diáconos Quirino e Hernes com suas famílias e cerca de dez mil cristãos.

A quarta perseguição ocorre no reinado de Marco Aurélio em 162 D.C. Foi duro e feroz contra os cristãos, alguns dos mártires eram obrigados a passar com os pés já feridos em espinhos e conchas afiadas, outros eram açoitados até que seus tendões e veias ficassem expostos, depois de terem sofrido os mais atrozes tormentos, eram mortos das maneiras mais terríveis.

Foram martirizados: Policarpo, o bispo de Esmirna que dissera no momento de seu martírio, "durante oitenta anos tenho servido a Cristo e nunca me fez mal algum, como blasfemaria eu contra o meu Rei, que me tem salvado?"

A quinta perseguição ocorre sob o reinado de Severo.  Embora tenha sido curado de uma enfermidade terrível sendo tratado por um cristão, Severo cedeu as pressões dos pagãos e promoveu grande perseguição aos cristãos que eram tidos como culpados por qualquer desgraça acidentais que sobrevinham, essa perseguição ocorre em 192 D.C.

Foram martirizados: Victor, bispo de Roma; Leônidas, pai de Origenes. Plutarco e Sereno, Heron e Heraclides foram decapitados; Irineu, bispo de Leon, na França foram grandes as perseguições impostas pelos romanos.

Em 255 D.C. começou sob o comando de Maximino uma nova perseguição. O governador de Capadócia Seremiano fez todo possível para exterminar os cristãos daquela região.

As principais pessoas a morrer nesse reinado foram: Pontiano, bispo de Roma e seu sucessor Anteros; Pamaquio e Quirito, senadores com suas famílias; Simplício; Calepódio que foi lançado no rio rio Tibre.

A sétima perseguição ocorreu sob o reinado de Décio. Motivado por seu ciúme ao grande crescimento do cristianismo e por inveja de seu antecessor Filipe, considerado cristão.

Os pagãos em geral tencionavam por em prática os decretos imperiais e consideravam o assassinato de cristãos como um mérito para si próprio. Os mártires foram inumeráveis, dentre eles destacamos: Fabiano, bispo de Roma; Orígenes, em Alexandria; Julião, nativo da Cilícia; Pedro, um jovem que foi decapitado por se recusar a sacrificar a Vênus. Na ilha de Creta, o massacre foi tanto que rios de sangue corriam nas ruas.

Gallo, depois de concluir suas guerras, deparou-se com uma praga no império, então mandou prestar sacrifícios a deuses pagãos desencadeando novas perseguições aos cristãos, desde a capital do império até as províncias mais afastadas.

Valeriano promove a oitava perseguição aos cristãos no ano de 257 D.C. que durou três anos e dez meses. Foram inumeráveis os martírios dessa perseguição, suas torturas e mortes eram variadas e penosas.

A nona perseguição ocorreu no reinado de Aureliano, em 274 D.C. Os dois mártires desta perseguição foram: Felix, bispo de Roma e Agapito, um jovem cavalheiro que vendera suas posses e dera aos pobres. Conta-nos a história que um exército de seis mil homens cristãos (Legião Tebana) foram dizimados por se recusarem a sacrificar e fazer os juramentos proposto pelo imperador Maximiano.

A décima perseguição ocorre no reinado de Deocleciano, no ano 303 D.C. A era dos martírios foi ocasionada em parte pelo crescimento do numero de cristãos e do crescimento de suas riquezas que despertou o ódio e a inveja dos imperadores pagãos.

No ano de 313 D.C., Constantino, sendo encurralado em uma emboscada ao alhar para o céu vê uma luz que refletia as letras X e P iniciais do Cristo em grego, e uma inscrição que dizia que sob esse símbolo ele venceria, então a partir daí ele ordena que todo o império passasse a ser cristão.

Constantino foi um imperador sanguinário, mandou matar sua esposa Fausta e seu filho mais velho Crispo. Ele realiza uma grande estratégia para unificar o império que estava fragmentado, buscando aliar-se aos cristãos, apesar disso continuou adorando o deus sol e só foi batizado poucos dias antes de sua morte, com medo de ir para o inferno.

CONCLUSÃO:

O império deixou de perseguir a igreja, Satanás muda de estratégia, aliando-se a ela fazendo com que a igreja acumulasse riquezas, títulos e nobreza. O dirigente da igreja passou a ser o homem, instituindo-se o clero tendo como dirigente máximo o papa, sua infalibilidade é apregoada e o clero passa a ocupar lugar de destaque na sociedade. Cristo fica de lado.

Propicia-se a entrada de heresias pagãs na igreja, diminuindo consideravelmente o ritmo de seu crescimento. Entretanto a verdadeira igreja do nosso Senhor Jesus Cristo, a noiva sem mácula, com vestes branqueadas pelo sangue do Cordeiro, essa permaneceu fiel, nas catacumbas de Roma, pois as portas do inferno jamais prevalecerão contra ela. SOLI DEO GLORIA. Pb. Gilson dos Santos.

FONTE: FOX, John. O Livro do Mártires, CPAJ, Rio e Janeiro, 2012.