quinta-feira, 31 de maio de 2012

ANSIEDADE - Aconselhamento Cristão

1-  O QUE É:

A ansiedade é uma sensação interna de apreensão, insegurança, preocupação, inquietação e/ou tensão que é acompanhada de elevada excitação física, o corpo fica em estado de alerta, pronto para fugir ou lutar.

2-  A BÍBLIA E A ANSIEDEDE

Na Bíblia, a palavra ansiedade é aplicada de duas maneiras, como uma preocupação salutar ou como um estado mental de angustia ou aflição.

Ansiedade como uma preocupação realista, não é nem condenado nem proibido.

A ansiedade como angustia e aflição, surge quando damos as costas a Deus. No sermão do monte, Jesus nos ensinou que não devemos andar ansiosos com as coisas futuras ou de nossas necessidades básicas como comer e vestir, pois temos um Pai celeste que nos dá a provisão.

"Por isso, vos digo: não andeis ansiosos por vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que as vestes?" (Mt 6.25)

De acordo com a Bíblia, não há nada de errado em enfrentar honestamente os problemas da vida e tentar resolvê-los; ignorar o perigo é um erro tolo, mas também é errado e doentio ficar imobilizado pelo excesso de preocupação.

Os problemas que nos afligem devem ser apresentados a Deus em oração, pois ele pode nos libertar do medo paralisante e da ansiedade, capacitando-nos a cuidar de forma realista das nossas necessidades e bem estar, bem como do bem estar do próximo.

3-  CARACTERÍSTICAS:

·         O corpo fica em estado de alerta pronto para fugir ou lutar.

·         O coração bate mais depressa.

·         A pressão sanguínea e a tensão muscular se elevam.

·         Ocorrem trocas químicas e intercâmbio de sinais neurológicos.

·         Ás vezes ocorre aumento da transpiração.

·         A pessoa pode se sentir fraca, nervosa nem capaz de relaxar.

4-  CAUSAS:

Freud discute a ansiedade em termos na sua teoria de que a personalidade se divide em três partes: O Id, que consiste de instintos que exigem satisfação imediata, o ego, que tem consciência do mundo exterior e mantem a personalidade em contato com a realidade, e o superego, que é o senso normal do que é certo ou errado. Segundo Freud a ansiedade surge quando:

a)    O ego percebe uma clara ameaça a pessoa (ansiedade realista).

b)    Quando o id começa a ficar tão poderoso que ameaça a dominar o ego e fazer com que a pessoa assuma um comportamento socialmente agressivo e sexualmente inaceitável (ansiedade neurótica).

c)    Quando o superego se torna poderoso demais e faz com que a pessoa se sinta esmagada pela culpa ou vergonha (ansiedade moral).

Autores posteriores passaram a ver a ansiedade mais como resultado das pressões culturais e das ameaças do mundo em que vivemos.

Podemos então concluir que a ansiedade é causada pelas ameaças, conflitos, medos, carência, características fisiológicas e diferenças individuais.

A ansiedade pode surgir como respostas a algum perigo não identificável (medo), pode ser uma reação a uma ameaça imaginária ou desconhecida (ansiedade flutuante).

A pessoa ansiosa sabe que algo terrível vai acontecer, mas não sabe o que é nem por que vai acontecer.

5-  TIPOS DE ANSIEDADE:

Foram identificados vários tipos de ansiedades, normal e neurótica, moderada e intensa, aguda e crônica.

·         NORMAL - É algo que todos nós experimentamos de vez em quando, geralmente quando existe um perigo real ou circunstancial.  Ela é proporcional ao perigo. Ela pode ser reconhecida, controlada e reduzida, principalmente quando as circunstâncias mudam.

·         NEURÓTICA - Envolve sensações extremamente exageradas de impotência e terror mesmo quando o perigo é mínimo ou inexistente. Não pode ser enfrentada de maneira objetiva e racional por vir de conflitos internos inconscientes. Ela é desproporcional ao perigo objetivo porque há um conflito intrapsíquico não resolvido.

·         MODERADA - Uma ansiedade moderada pode ser até agradável e salutar porque ela motiva ajuda as pessoas a evitar situações perigosas e aumenta a eficiência.

·         INTENSA - É mais estressante, ela pode diminuir a nossa capacidade de solucionar problemas, diminuir nosso nível de atenção, dificultar a concentração, provocar esquecimentos, baixar o nível de desempenho, bloquear a eficiência de comunicação, gerar pânico e às vezes provocar desagradáveis sintomas físicos tais como taquicardia, paralisias ou intensas dores de cabeça.

·         AGUDA - Geralmente se instala rapidamente se instala rapidamente, pode ser intensa ou não, tem curta duração, ela é uma reação aguda e relativamente breve de apreensão que a todos nós. Representa uma resposta a alguma ameaça e se manifesta algumas vezes com estado de excitação.

·         CRÔNICA - É uma tensão emocional contínua, permanece enraizada. Ela é vista em pessoas que parecem estar sempre preocupadas, frequentemente ela acaba provocando doenças físicas porque o corpo não pode funcionar bem quando permanece constantemente tenso e agitado.

6-  OS EFEITOS DA ANSIEDADE:

A ansiedade nem sempre é uma coisa ruim, uma dose de ansiedade pode dar sabor a vida (nem pouco, nem muito).

Quando a ansiedade é intensa. Prolongada ou incontrolável, as pessoas começam a apresentar reações debilitantes de ordem física psíquica, defensiva e espiritual.

a)    REAÇÕES FÍSICAS: Úlceras, dor de cabeça irritação na pele, dores nas costas e vários outros problemas como, falta de ar, perda de apetite, fadiga intensa e perda do sono.

b)    REAÇÕES PSICOLÓGICAS: Redução da produtividade, dificultar as relações interpessoais, bloquear a originalidade e a criatividade, embotar a personalidade e interferir na capacidade de raciocínio e memorização, podendo imobilizar o individuo de tal maneira que ele não consegue se agir independentementecomo um adulto.

c)    REAÇÕES DEFENSIVAS: Ignorar a sensação de ansiedade, fingir que a situação que gera ansiedade não existe, convencer-se que não há nada para se preocupar, dar uma explicação racional para os sintomas, jogar a culpa do problema em outras pessoas, desenvolver doenças físicas que desviem a atenção da ansiedade, regredir a comportamentos infantis. Às vezes as pessoas buscam escapes nas drogas, no álcool ou se fecham em vários tipos de doenças mentais, esses mecanismos são meios de tentar resolver o problema.

d)    REAÇOES ESPIRITUAIS: A ansiedade pode nos levar buscar auxilio divino,que poderia ser ignorado se tudo estivesse correndo bem. A ansiedade pode também afastar as pessoas de Deus, justamente no momento que elas mais precisam Dele.

7-  COMO ACONSELHAR UMA PESSOA ANSIOSA

Não é fácil aconselhar uma pessoa ansiosa, porque é difícil identificar e separar as causas da ansiedade e porque a ansiedade pode ser psicologicamente contagiosa.

Portanto para aconselhar pessoas ansiosas o conselheiro deve estar consciente de seus próprios sentimentos. Ele necessita então:

a)     Reconhecer suas próprias ansiedades.

b)     PERGUNTAS QUE ELE DEVE FAZER A SI MESMO:

B1-O que está me deixando ansioso nesta situação? O aconselhando está ansioso com alguma coisa que também me deixa ansioso?

B2- O que esta minha ansiedade me diz a respeito do aconselhando e de mim mesmo.

Esse tipo de autoexame pode ajudar oconselheiro a compreender melhor a ansiedade do aconselhando.

c)      DOMINANDO A TENSÃO: O conselheiro tem pouca probabilidade de sucesso se o aconselhando estiver tenso demais para se concentrar.

d)     DEMONSTRANDO AMOR: O amor tem sido considerado o mais forte elemento terapêutico.

e)     IDENTIFICANDO AS CAUSAS: A ansiedade raramente desaparece com palavras tranquilizantes ou gestos de amor cristão. O conselheiro não pode ser ingênuo a ponto de dizer para o aconselhando que ele deve parar de se sentir ansioso ou se animar simplesmente. O conselheiro competente deve auxiliar o aconselhado na tarefa de descobrir as causas da ansiedade.

8-  O CONSELHEIRO DEVE:

·            Fazer observações e levar o aconselhado a fazer reflexões.

·            Ter paciência e ser compreensivo e fazer intervenções.

·            Encorajar as ações, dar apoio.

·            Incentivar ações cristãs, como alegrar-se, ser gentil, orar e agir.

9-  CONCLUSÃO:

A ansiedade é o precedente e o componente básico de todos os problemas psicológicos. A ansiedade existe para nos alertar sobre algum problema e nas levar a agir. Ao falar sobre a ansiedade no sermão do monte, Jesus nos encoraja falando que Deus conhece nossas necessidades e ansiedades e que podemos descansar seguros de que Ele suprirá todas as nossas necessidades e não precisaremos ter nenhuma preocupação. (SOLI DEO GLORIA). Pb. Gilson dos Santos. (FONTE: Gary R. Collins, ACONSELHAMENTO CRISTÃO).

terça-feira, 29 de maio de 2012

OS FALSOS PROFETAS

A palavra profeta, no grego (prophetes), significa proclamador. O termo (propheteuo) representa a ação do profeta, ou seja, fazer revelações proféticas "profetizar" e a palavra (propheteia) traduz a atividade profética (dom profético, palavra profética, dito profético).

Profetes é um substantivo composto da raiz -phe- (dizer, proclamar) e tem sempre uma conotação religiosa, e o prefixo- pro- um adverbio de tempo que tem o significado de "antes" "de antemão". Sugere-se assim o significado daquele que prediz, daquele que conta de antemão.

Por outro lado, a palavra grega (pseudoprophetes) significa falso profeta, ou seja, aquele que prediz, que conta de antemão, porém as suas falas não são verdadeiras, são falsas.

A palavra falso, é um adjetivo que significa: contrário à realidade, fingimento, dissimulação ou dolo, fictício, enganoso, desleal, pérfido, traiçoeiro, sem fundamento, errado, inexato, etc.

Devemos ter em mente que Deus nos propiciou coisas maravilhosas para a nossa redenção, dentre elas a fé, pois só pela fé e pela graça somos salvos (sola fide, sola gratia). "O povo de Deus recebe constantemente ameaças no tocante a sua ortodoxia e ortodoxia". Os falsos profetas fazem parte de uma categoria de perigos que ameaçam a igreja do nosso Senhor Jesus Cristo. "A preocupação com a pureza da comunidade não se funda somente  pelo interesse da salvação do indivíduo, mas é também uma preocupação da sociedade dos santos como um todo."[1]

Israel sempre se viu as voltas com os falsos profetas. Israel sabia que a palavra de Deus podia vir de diferentes direções, assim a lei de Deus alertava Israel:

"Porém o profeta que presumir de falar alguma palavra em meu nome que eu não lhe mandei falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta será morto.(Dt 18.20)

David S. Dockery em seu Manual Bíblico faz o seguinte comentário: Dois tipos de falsos profetas confundiam Israel em seu empenho em conhecer a vontade de Deus.

1.    Os profetas que alegavam anunciar a mensagem de Javé. Deus de Israel. Esses profetas apresentavam-se a Israel muitas vezes em sua história. Tais profetas proclamavam as palavras que o público queria ouvir (Mq 3.5). Essas palavras vinham pela sua própria imaginação (Ez 13.17) sendo em geral palavras de paz (Jr 28.5-9).

Isaías acusou tais profetas de se embriagarem de bebidas forte e vinho, em vez de serem inspirados pelo Espírito (Is 28.7-8). Eles eram perversos, até adúlteros (Jr . 10-11). Falavam em nome do Deus de Israel mas mentiam (Jr 27.16-17, 29.20-23).

Eles não cumpriam as responsabilidades dos profetas com intercessores em favor de Israel junto a Deus (Jr 27.18). Empregava meios espúrios para garantir a palavra de Deus (Ez 13.6, Dt 18.9-10). O dinheiro era a motivação deles, não o Espírito de Deus (Mq 3.5,11).

A bem da verdade Deus jamais os enviou (Jr 14.14, 23.21). Esses profetas não conseguiram cumprir sua missão básica: Eles não desviavam Israel da perversidade e do mal (Jr 23. 11,22), nem os afastavam de Baal, nem os convidavam à fidelidade a Javé (Jr 23. 27). Eles se opunham aos retos e não aos perversos (Ez 13.22).

 

Evidentemente esses profetas eram falsos, mesmo assim o povo os aplaudiam, eles pregavam e ninguém conseguia provar que eles estavam errados. Muitas das vezes serviam ao rei com fidelidade e suas mensagens de paz pareciam boas, eles exigiam pouco dos ouvintes.

Um aspecto expunha os falsos profetas: suas predições não se cumpriam.

2.    O segundo tipo de falso profeta logo mostrava sua falsidade, esses profetas profetizavam em nome de outros deuses (1Rs 18.22). Israel devia perceber rapidamente a falsidade desses profetas mas a nação estava cega até para o sinal claro da falsa profecia.

Muitas vezes, portanto, até a falsa profecia ganhava batalhas em Israel, mas só os atos condenatórios de Deus na história de Israel acabavam legitimando, em seu devido tempo, seus verdadeiros profetas.

De acordo com as Escrituras um profeta é aquele que fala a vontade de Deus, e um falso profeta não fala de acordo com a vontade de Deus, não éum porta voz de Deus, ou ele fala por si mesmo ou sobre o mando direto de Satanás.

Um dos dons ministeriais é o profético(Ef 4.11-15). Os dons têm como finalidade o aperfeiçoamento, a unidade da fé e a edificação do povo de Deus.

Paulo mostra que cada um de nos contribuímos com os dons que nos é dado pelo Espírito Santo, assim como todos os membros de um corpo são importantes para o desenvolvimento do corpo, nós também o somos para o desenvolvimento e edificação da igreja.

No Novo Testamento, encontramos vários alertas em relação aos falsos profetas:

"Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mais, interiormente são lobos devoradores, (Mt 7.15)

A mensagem do falso profeta pode ser atraente, porém o tempo mostrará seus frutos e comprovaram que seus ensinos eram falsos.

"Levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos" (Mt 24.11)

Um quadro de desgraça precederá a segunda vinda de Cristo onde surgirão falsos profetas e falsos mestres que tentarão transformar a terra no céu, numa tentativa de anular as profecias do próprio Messias.

"Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmo repentina destruição" (2Pe 2.1)

Na sua segunda epístola, Pedro fala das heresias e ensinamentos gnósticos que estavam surgindo em sua época. Ele então aponta para os seguintes fatos: Falsos profetas, falsos ensinos, falsos doutores, introdução de heresias de perdição, negação do Senhor, repentina destruição, muitos seguirão suas práticas libertinas e será infamado o evangelho da verdade.

Segundo Finis Jennings Dake, no livro de Filipenses podemos identificar cinco fatos a respeito dos falsos profetas:

·         São inimigos da cruz de Cristo.( Fp 3.18)

·         Seu fim é a perdição. (Fp 3.19)

·         O seu deus é o ventre (Fp 3.19)

·         Sua glória é para confusão deles. (Fp 3.19)

·         Só pensam nas coisas terrenas. (Fp 3.19).

Ao estudarmos a carta de Judas compreendemos o quanto ela é importante para a renovação da nossa ortodoxia e a consequência de uma ortopraxia saudável . Judas está interessado tanto na salvação dos cristãos quanto na fé oferecida aos santos. Esta carta fala ao mundo contemporâneo como falou  a todas as eras procedentes. Ela nos mostra como agem os falsos mestres e os falsos profetas:

·         São sonhadores alucinados, usam de visões para justificar ações contrárias à Palavra de Deus.v8

·         Contaminam a carne. V8.

·         Rejeitam e difamam autoridades superiores. V8

·         São como brutos sem razão, ferindo sem importar a quem. V10

·         São rochas submersas, como recifes são perigosos à navegação. V 12

·         São como nuvem sem água, ou seja, não são nuvens, pois toda água emerge das nuvens, são falsos. V12

·         São como árvores sem frutos. V 12

·         São estrelas errantes. v13

·         São murmuradores, descontentes, andam segundo as paixões, arrogantes, aduladores, interesseiros, escarnecedores, divisionistas e sensuais. V16

Vários sinais indicarão a segunda vinda de Cristo, dentre eles está o aparecimento de falsos profetas realizando sinais e maravilhas, como podemos ver em Marcos 13.22 .

"pois surgirão falsos cristãos e falsos profetas, operando sinais e prodígios para enganar, se possívelos próprios eleitos". (Mc 13.22).

Conclusão:

Desde o início, na história do povo de Israel, este povo escolhido por Deus para preparar e anunciar a vinda do nosso Senhor Jesus cristo surge no meio desse povo falsos profetas, e os falsos profetas continuaram surgindo no meio da igreja do nosso Senhor Jesus Cristo, porém devemos estar atentos e agir segundo os conselhos do apóstolo Paulo, registrados em Atos 20.28-30. SOLI DEO GLORIA.

Pb. Gilson dos Santos

FONTES: MICHEL, Augusto. (Falsos Profetas) .DOCKERY, S. David.(Manual Bíblico)..HALLEY, Henry Nanpton e Colin Brown.(Manual Bíblico de Halley).COENEN,Lothar, (Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento).


[1] Bultimam, Teologia do Novo Testamento,p.684

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A NOVA ALIANÇA

Na Confissão de Fé de Westminster podemos encontrar o seguinte ensino sobre a nova aliança, também conhecida como o pacto da graça:

"Tendo-se se tornado o homem, pela sua queda, incapaz de vida por esse pacto, aprouve ao Senhor fazer um novo pacto, geralmente chamado o pacto da graça; nesse pacto ele ofereceu livremente aos pecadores a vida e salvação por Jesus Cristo, exigindo deles fé nele para que sejam salvos, prometendo dar o seu Santo Espírito a todos os que estão condenados para a vida, para dispô-los e capacitá-los a crer".

A nova aliança é feita entre Deus e a humanidade pecadora enquanto que a velha aliança ou pacto das obras foi feita entre Deus e a criatura não caída  (antes da queda).

Deus promete uma nova aliança com o seu povo (Je 31.31-34). A nova aliança assegura transformação espiritual de Israel e de todos que crêe em Cristo, tornando-os aceitáveis a Deus.

Esta é uma aliança condicional por um lado, pois condiciona o homem a uma opção entre a vida e a morte eterna. É incondicional, por outro lado, porque é de graça.

Uma vez violada a aliança das obras (a velha aliança) e ocorrida a queda, a única esperança da humanidade estava enraizada na graça.

A nova aliança garante a revelação pessoal do Senhor a cada crente. (Hb. 8.11). Assegura esquecimento completo dos pecados. Repousa sobre uma redenção consumada. (Mt 26.27).

A nova aliança foi entregue a humanidade mediante a pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo. A nova aliança é a aliança da graça; a salvação e o relacionamento do homem com Deus está baseado na morte expiatória de Cristo (Mt 26.28, Hb 9.14 e 15), tem o propósito de salvar da culpa e da condenação da lei a todos que crêem em Cristo  e dedicam suas vidas a Ele.  (1Co 11.25, Hb  9.16 e 17). Todos os que crêem em Jesus Cristo, recebem as bênçãos da salvação, oriundas desse concerto mediante sua perseverança na obediência a Cristo, tais como: 

·         O perdão dos pecados (At 2.38).

·         Livramento da ira futura (Jo 3.36).

·         A certeza de vida eterna (Jo 3.16).

A nova aliança contrasta com a antiga aliança, visto que a nova não poderá ser quebrada, como foi a antiga (Hb 8.7-8). A garantia que não será quebrada é a graça mediada por meio de Cristo, através de sua morte e ressurreição (Hb. 12.15).

RESPONSSABILIDADE DO HOMEM: Aceitar o plano de salvação na pessoa de Jesus Cristo, pela fé.  (Jo 1.12).

FRACASSO: O homem fracassa dentro desse projeto de Deus, quando o rejeita. (Jo 5.39).

JUÍZO: Para os que rejeitam, só lhes restam a condenação eterna. (Jo 3.17,18).

O pacto da graça não destrói o pacto original, mas torna possível o pacto das obras ser cumprido. Embora a graciosa doutrina da justificação pela fé seja a essência do evangelho, não podemos esquecer que a nossa salvação é realizada em última instância, pelo cumprimento do pacto das obras, onde Deus aceita a obediência de Cristo ao pacto das obras em nosso lugar.

Cristo faz por nós o que somos incapazes de fazer por nós mesmos. Quando nós não somos pessoalmente obedientes, Deus aceita obediência vicária de nosso Senhor Jesus Cristo. SOLA GRATIA.

Pb.GILSON DOS SANTOS - Fonte: O QUE É TEOLOGIA REFORMADA de R.C. ESPROL

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Tema: O VERDADEIRO DISCÍPULO DE CRISTO

Texto: "Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a (Jo 8.31-32)

TEMA: O verdadeiro Discípulo de Cristo

INTRODUÇÃO:

Fazendo a contextualização anterior desses versículos, observamos que Jesus fala de sua morte,  ressurreição e ascensão mostrando claramente dois caminhos para o homem e que nem todos serão salvos, alguns não poderão ir onde Jesus está indo, o único caminho da salvação é crer. (BEG).

Observamos também que Jesus fala inicialmente a um grande grupo, defendendo a sua missão e autoridade, depois suas palavras são dirigidas ao grupo dos judeus que creram nele.

Na pregação do evangelho ocorre o mesmo procedimento, falamos e divulgamos as boas novas de salvação a grandes multidões, porém o grupo dos que crêem é geralmente reduzido e mesmo neste gruo reduzido fica ainda a pergunta: quais são verdadeiramente discípulos de Jesus.  Daí, devemos trilhar o caminho indicado por Jesus, tão bem exposto nestes versículos

O verdadeiro discípulo de Cristo é aquele que precisa:

1  Crer nas palavras de Jesus.

1.1-Crer que Jesus Cristo é o filho de Deus. (Mt 3.17). Quando Jesus Cristo estava sendo batizado por João Batista uma voz que desceu dos céus, dizia: Este é o meu filho amado em que me comprazo (regozijo, deleito).

1.2- Crer que Jesus Cristo expiou os nossos pecados na cruz. (Mt 26.28, 1Jo 1.7)

Expiação significa , purificar, lavar, cobrir sofrendo uma penalidade ou castigo. Jesus sofreu esta penalidade por nossos pecados na cruz do calvário

1.3- Crer que Jesus Cristo venceu a morte ressuscitando dentre os mortos. (Ro 6.5)

Jesus foi exaltado na sua ressurreição. Sem se sujeitar à corrupção da morte,   ressuscitou dos mortos ao terceiro dia, por seu próprio poder.

1.4- Crer que em Jesus Cristo temos vida e vida em abundância. (Jo 10.10)

Cristo nos dá vida e vida em abundância porque a vida que ele nos dá é a vida eterna.

1.5-Crer que Jesus Cristo voltará. (At 1.11)

Os anjos estão falando da volta futura de Cristo onde a sua causa alcançará triunfo completo, e então começará uma era de glória e de justiça.

2- Conhecer as palavras de Jesus

2.1- Conhecê-lo como o pão da vida. (Jo 6.35)

Esta é a primeira das sete vezes que Jesus usa esta expressão "Eu sou". A declaração "Eu sou o pão da vida" informa-nos que Cristo é o alimento  que nutre a nossa vida espiritual.

2.2- Conhecê-lo como o bom pastor. (Jo 10.11)

Jesus declara que ele é o bom pastor prometido nas profecias demonstrando o cuidado terno, zeloso e devotado que Ele tem pelo seu povo.

2.3- Conhecê-lo como a luz do mundo. (Jo 8.12)

Jesus é a luz verdadeira, Ele remove as trevas e o engano iluminando o caminho certo para Deus e para a salvação.

2.4- Conhecê-lo como salvador dos perdidos. (Mt 18.11)

A humanidade se achava perdida e sem rumo, devido ao pecado que nos afastou de Deus. Ele, porém, elaborou um plano de salvação para o homem, oferecendo o seu próprio filho para resgatar e reconciliar novamente o homem com Ele, portanto Jesus cumpriu fielmente a ordem do Pai vertendo o seu sangue na cruz do calvário.

3- Permanecer nas palavras de Jesus.

3.1 Permanecer ligado a Cristo Jesus (Jo 15.4)

Permanecer ligado a Cristo é receber dele a seiva necessária para o nosso crescimento espiritual e para produzirmos frutos dignos, frutos do Espírito.

3.2 Permanecer nos mandamentos de Jesus (Lc 13.34)

É obedecermos ao que Ele nos ordenou, e sermos servos fies e leais, é termos uma vida de santidade, exalando o seu doce perfume.

3.4 Permanecer fieis à sua palavra (Jo 17.17)

Muitos têm alterado a sua palavra, dando interpretação fora dos propósitos da revelação divina, tentando arrastar até os eleitos, portanto devemos permanecer fiéis à sua palavra.

CONCLUSÃO:

Se crermos em Jesus, conhecermos as suas palavras e  permanecermos fieis a Ele, seremos libertos do jugo do pecado, do salário do pecado que é a morte espiritual; seremos reconciliados com o Pai, confortados, guiados pelo Espírito Santo transformados e estaremos com Ele e habitaremos para todo o sempre na casa do Senhor, como diz o salmista, para todo o sempre na glória celestial. Amém.

SOLUS CHRISTOS. Fraternalmente em Cristo Pb,Gilson dos Santos.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Tema: O HOMEM QUE DEUS USA

Por que será que alguns homens são grandemente usados no púlpito e outros não? Por que não pode alguém chamado por Deus, são na fé, crente na Bíblia, ser um segundo Moody? Ou Spurgeon, Lutero, Weslei, Finney ou George Muler? Não vive hoje o Deus de Elias? Não é Ele o mesmo ontem, hoje e para sempre (Hb 13.8)? Não estão registradas as suas palavras "Eu sou o Senhor, não mudo" (Mal 3.6)? O que esta faltando?

Oswald Smith, pastor presbiteriano canadense que viveu na primeira metade  do século XX(1890-1966), o senhor missões, escreveu em seu livro O HOMOM QUE DEUS USA, algumas qualidades que aquele que se dispõe para o trabalho de Deus deve ter para ser usado por Ele.

  1. O HOMEM QUE DEUS USA, TEM UM SÓ PROPÓSITO NA VIDA.

Um coração dividido nunca pode ficar completamente satisfeito. O mesmo se observa com o homem que quer ser usado por Deus. A obra de Deus merece uma atenção especial, não deve haver lugar para outra preocupação.

Paulo escrevendo a Timóteo, Deu-lhe este conselho:

"Medita estas coisas, ocupa-te nelas, para que o teu progresso seja manifesto a todos"(1 Tm 4. 15).

  1. O HOMEM QUE DEUS USA É UM HOMEM LIVRE DE IMPEDIMENTOS E SE COLOCA ABSOLUTAMENTE À DISPOSIÇÃO DE DEUS.

"O que anda em caminho reto este me servirá" (Sl 101.6).

Charles Finney resume o assunto para nós nesta admoestação:

'Conserva-te puro, em propósito, em pensamento, em palavra e ação".

  1. O HOMEM QUE DEUS USA É UM HOMEM QUE SABE PREVALECER EM ORAÇÃO.

Um homem pode ser maravilhosamente preparado e habilitado para o serviço de Deus, mas se não tiver aprendido a prevalecer em oração, não pode esperar as bênçãos de Deus para o seu ministério.

-Para Hudson Taylor, a oração era, tabular negócios com Deus.

-Jonathan Edwards falava em assaltar o céu pela oração.

-Georce Muller, que alcançou milhares pelo evangelho, é lembrado primeiramente pela oração e não apenas pela pregação.

-Charles Hadddon Spurgeon, dizia aos pregadores, seus colegas: "Devemos ter por norma jamais ver a face dos homens sem primeiro ver a face de Deus"

  1. O HOMEM QUE DEUS USA É UM HOMEM ESTUDIOSO DAS ESCRITURAS SAGRADAS.

Nenhum homem pode ser um pregador cheio do Espírito no púlpito se não for um homem cheio das Escrituras na vida particular.

-somente o homem que estuda intensamente a palavra de Deus pode manejá-la como Deus quer.

-Charles Finney nas suas instruções aos pregadores, aconselhou: "Faze da Bíblia o teu livro dos livros. Estuda-a muito, e de joelhos, esperando a luz divina".

  1. O HOMEM QUE DEUS USA É UM HOMEM QUE TEM UMA MENSAGEM VIVA E EFICAZ PARA O MUNDO PERDIDO.

- Se queres apenas oferecer divertimento ao povo, deve deixá-lo aos teatros e circos porque eles o farão bem melhor que você.

- Os que querem apenas encantar com oratórias ou grandes composições musicais, poderão conseguir isto bem melhor em salões de concertos ou em festivais de músicas.

Prefiram que os homens digam: Que grande Cristo, ao invés de que grande sermão ou que grande pregador.

  1. O HOMEM QUE DEUS USA É UM HOMEM DE FÉ, QUE ESPERA RESULTADOS.

O nosso maior erro é que não esperamos que algo aconteça, não estamos esperando resultados. Estamos contentes por continuar na mesma formalidade, e se a alma angustiosa clamasse: O que farei para me salvar? Ficaríamos estupefatos? Ou diríamos como Paulo: "Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa."

  1. O HOMEM QUE DEUS USA É O HOMEM QUE TRABALHA COM A UNÇÃO DO ESPÍRITO SANTO.

- Charles Spurgeon, exclamou: Se não tivermos o Espírito de Deus, melhor será fechar as igrejas, pregar as portas, colocar nelas uma cruz preta e dizer, Deus tenha misericórdia de nós.

-Moddy dizia que, logo no início de seu ministério, após uma palestra de escola dominical, um senhor de idade avançada lhe deu um grande conselho, que ele só veio entender bem mais tarde: "MOÇO, HONRA O ESPÍRITO SANTO".

SOLI DEO GLORIA. Fonte: O Homem que Deus Usa  de Oswald Smith. Fraternalmente em Cristo, Pb. Gilson dos Santos

FIDELIDADE VIRTUDE PRIMORDIAL DO SERVO DE DEUS

Há pouco tempo, estive no Seminário Presbiteriano de Recife para participar de uma reunião de Junta de Educação Teológica da IPB. Tomei conhecimento de uma história interessante.

Contou-me um professor, que nos anos oitenta era diretor do seminário o Reverendo, Doutor Francisco Leonardo; holandês, homem sério com uma barba faraônica, um tanto sisudo, muito respeitado e também respeitador, temente a Deus, piedoso, de coração humilde e bondoso, um homem de Deus.

Quando o aluno novato chegava ao seminário, logo era chamado à sala do doutor Leonardo e ele então perguntava: Qual é o seu nome? Então o novato respondia- fulano, senhor, no que ele falava, não, o seu nome não é este! Este é seu apelido, a partir de hoje o seu nome será "pistos", e nas suas provas você assinara como pistos e em baixo, você colocará o seu apelido.

"PISTOS" é uma palavra grega que significa fiel. O novato então entendia que todo aquele que ouve e atende o chamado para pastorear o rebanho de Cristo, tem que deixar tudo para trás e ser integralmente fiel ao Dono da seara, ao nosso Senhor Jesus Cristo, até mesmo no nome, ele agora adquire uma nova identidade; pistos, (fiel) como em Apocalipse.  "Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida"(Ap 2.10 b).

Vivemos num mundo pós-moderno, onde a fidelidade está sendo deixado de lado, o que importa é o bem estar, é a satisfação pessoal, tendo como centro a figura humana (antropocentrismo), o que interessa é o aqui e o agora. Para, muitos, fidelidade se tornou algo careta.

Por que então o servo de Deus deve ser fiel? Porque é ordem de Deus! Porque devemos procurar atingir a estatura do varão perfeito e Jesus Cristo é fiel.

Analisando as Escrituras, vemos claramente que Deus requer de nós fidelidade;  em relação a Ele, ao próximo, à palavra e à doutrina (ensino), ou seja requer de nós fidelidade em tudo, nos nossos pensamentos, nas nossas palavras e nas nossa ações.  Vejamos:

1-        FIDELIDADE EM RELAÇÃO A DEUS

a)       QUANTO A QUEM DEVEMOS ADORAR.

"Não terás outros deuses diante de mim, ..., não as adorarás, nem lhe darás culto; porque eu sou o Senhor, teu Deus, Deus zeloso".

Observem que quando Deus transmitiu o decálogo a Moisés, Ele deixou bem claro que requeria de nos total fidelidade a Ele, que deveríamos conhecer e reconhecer a Deus como o único Deus verdadeiro e nosso Deus, e como tal adorá-lo e glorificá-lo, portanto devemos adorar somente a Ele.

b)       GUANTO A MANEIRA DE AMÁ-LO.

Devemos amá-lo com total fidelidade. Jesus Cristo deixa isto muito claro, quando responde ao fariseu: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda tua alma e de todo o teu entendimento".

Observem que o amor que Jesus aqui se refere, é um amor que envolve o homem integralmente, coração, alma e mente, não brota apenas das emoções (alma), ou dos sentimentos (coração), ou do raciocínio (entendimento), mas que tem sua origem também no homem como um todo. Deus não quer que o amemos apenas com as nossas emoções, mas também com a nossa mente. Como diz o ditado popular "de corpo e alma".

2-EM RELAÇÃO AO PRÓXIMO.

Voltando aos dez mandamentos, observamos que dos dez, quatro se referem a relação do homem com Deus e seis se referem  a relação do homem com o próprio homem, deduzimos então que Deus requer de nós uma relação de grande fidelidade do homem para com o seu próximo e entendo que esta fidelidade se estende ao âmbito do comportamento e das relações. Podemos fazer duas colocações, quanto oas pais e quantos aos outros.

a)       QUANTO A RELAÇÃO COM OS PAIS

"Honra teu pai e tua mãe, para que se prolongue os seus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá".(Ex 20. 12) Honrar os nossos pais significa que devemos ser fieis aos seus conselhos, aos seus ensinamentos , como lemos em Ef 6.1-3 "Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem e sejas de longa vida sobre a terra.

b)       QUANTO AOS OUTROS.

Os dez mandamentos, nos ensina como deve ser o nosso comportamento em relação ao próximo. "Não matarás. Não adulterarás. Não furtarás. Não cobiçarás a casa do teu  próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao seu próximo."(Ex 20.13-17)

Quando Jesus responde ao fariseu, sobre  qual era o grande mandamento na lei, ele acrescenta: "O segundo, semelhante a este, é : Amarás o teu próximo como a ti mesmo"(Mt 22.39)

Jesus Cristo nos ensina que devemos amar ao nosso próximo como nós nos amamos, isso requer de nós uma fidelidade tremenda, primeiro, fidelidade a nós mesmo e segundo, fidelidade ao próximo e ambas na mesma intensidade e características.

3-EM RELAÇÃO  À PALAVRA:

Ser fiel à Palavra, significa, não apenas conhecer a palavra mas viver a palavra, seguir seus ensinamentos e praticá-la como diz Tiago em sua carta: "Tornai-vos, pois, praticante da palavra e não somente ouvintes, enganandovos a vós mesmo" (Tg 1.22)

O apóstolo Paulo escrevendo ao jovem Timóteo, fala da importância das Escrituras como revelação de Deus para nós e pede para que ele permaneça fiel aos ensinamentos fundamentados nas Escrituras.

"Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste. E que desde a infância sabes as sagradas letras que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Jesus Cristo. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreenção, para a correção, para a educação na justiça,a fim de que o homem de Deus seja perfeitoe perfeitamente habilitado para toda boa obra." (IITm 3.14-17)

4- EM RELAÇÃO À DOUTRINA (ENSINO)

Amados, o cristianismo sempre foi bombardeado com falsas doutrinas, falsos ensinamentos e hoje não é diferente, temos que ter muito cuidado e buscarmos nas Escrituras qual é a verdadeira revelação de Deus para  nossa vida e para o nosso crescimento espiritual.

Não podemos nos deixar levar por toda sorte de ventos doutrinários, temos que ser como os crentes de Beréia que examinavam as Escrituras para  confirmarem se o que Paulo e Silas falavam era de fato verdadeiras.

"Mas, ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá alem do que vos temos pregado, seja anátema (maldito), Assim como como já déssemos e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebeste, seja anátema." (Gl  1.8,9).

CONCLUSÃO

Amados, a natureza do homem natural é pecaminosa, porém, quando ele é alcançado pela graça salvadora de nosso Senhor Jesus Cristo ele passa de homem natural (carnal) para homem espiritual (conversão) e as coisas espirituais vão tomando forma em sua vida por intermédio da obra do Espírito Santo, as coisas velhas vão ficando para trás (santificação). O que importa para o novo homem é agradar a Deus, é viver uma nova vida  (regeneração)em comunhão com ele e essa comunhão reflete com a comunhão com os outros, portanto a fidelidade, ser fiel, passa a ser uma virtude primordial na vida do verdadeiro servo de nosso Senhor Jesus Cristo. Que todos nós possamos atingir a estatura do Varão perfeito.

SOLA FIDE. Fraternalmente em Cristo. Pb. Gilson dos Santos

DEUS É FIEL EM AS PROMESSAS

   "Porque quantas são as promessas de Deus também têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio."(2Co 1.20)

INTODUÇÃO

O que significa promessa?

Significa comprometimento. Prometer significa o ato de quem se compromete a fazer, é obrigar-se a alguma coisa.

 Há, em hebraico, ao menos duas palavras cuja raiz expressa diretamente  uma promessa ou juramento.

A primeira é alah e diz respeito ao compromisso objetivo, à descrição do que é acertado. Alah  é da mesma  raiz de helohim, daí não ser novidade que Deus é um Deus que se compromete e cumpre. (Jr 1.12) "Disse-me o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir".

E a segunda dabhar diz respeito ao ato e a palavra empenhada para a consecução do compromisso. Dabhar se refere ao emprego de palavra onde se compromete alguma coisa. Uma conotação paralela vem da palavra berith que significa aliança.

De modo que quando alguém faz uma aliança (berith) com alguém, jura (alah), através de sua palavra (dabhar). Vejamos como Deus é fiel em suas promessas, através de alguns exemplos citados pala Bíblia:

1-        Promessas feitas a Abraão.

Deus chamou Abraão para sair de sua pátria e vagar como peregrino numa terra estranha. Abraão confiou em Deus e fez como ele mandou. Deus prometeu a Abraão três coisas:

a)       De ti farei uma grande nação.

b)       Em ti serão benditas todas as famílias da terra.

c)       Darei a tua descendência esta terra.

A história bíblica traça o cumprimento dessas promessas. A família de Abraão continuou peregrinando até seu neto Jacó que mudou com sua família para o Egito. Ali sua descendência cresceu surpreendentemente como prometera Deus.

Temendo ser dominado pelos descendentes de Abraão, Faraó transformo-os em escravos, e quando Deus os libertou através de Moises o número era tão grande, mais de 600 mil homens adultos, além das mulheres e crianças.

A geração que saiu do Egito foi incapaz de possuir a terra prometida, mas seus descendentes o fizeram, guiados por Josué.

"Dessa maneira deu o Senhor a Israel toda terra que jurara dar a seus pais; e a possuíram e habitaram nela" (Js 21.43).

A maior promessa feita a Abraão foi que um de seus descendentes abençoaria todas as nações do mundo, reafirmando a promessa feita em Gênesis 3, plenamente cumprida em nosso Senhor Jesus Cristo.

2-        A promessa da vinda do Messias.

Junto às promessas feitas a Abraão, havia a menção de alguém que seria o portador de todas as promessas:

Jesus o Cristo (2Co 1.20). Por meio de Cristo as promessas passariam a todos os homens, isto mediante um relacionamento com Deus o Salvador e esse relacionamento tornou-se possível a todo homem, a saber: Aquele que crê.

A grande promessa do Antigo Testamento era a vinda do Messias, pois em Jesus tem-se:

a)       A revelação do amor de Deus pelo mundo. "Porque Deus amou ao mundo"

b)       O modelo de relacionamento de Deus com o homem."todo o que nele crê"

c)       O propósito da criação e salvação do homem. ."não pereça, mas tenha a vida eterna". (Jo 3.16).

A promessa acerca do Messias foi literalmente cumprida no nascimento, vida, ministério, sacrifício e ressurreição de Jesus Cristo. Pois, Nele e por meio Dele, temos o cumprimento e acesso a todas as demais promessas de Deus.

3-        Promessa de vida eterna

A grande promessa de Deus é a promessa de vida eterna como podemos comprovar em 1Jo 2.25

"E esta é a promessa que ele mesmo nos fez, a vida eterna", Tudo que Deus fez, tudo que Deus faz e ainda fará, trata-se de conduzir o homem a vida eterna.

O propósito maior da redenção é levar o homem à presença de Deus.

Enquanto estivermos nesta vida temos uma confortadora  promessa que Deus fez aos seus discípulos "Eis que estou convosco todos os dias" (Mt 28.20). Não há mais confortadora promessa que esta, a promessa da presença de nosso Senhor em nossa vida.

Isso é cumprido mediante o Espírito Santo em nós. E diz-nos a Bíblia que o Espírito Santo é o penhor da vida eterna, Ele é a garantia da presença de Deus em nossa vida até o dia do resgate, que é a redenção do corpo para a vida eterna. (Ef 1.13-14)

Conclusão

A palavra de Deus nos mostra que o nosso Deus é um Deus fiel às suas promessas, portanto:

a)       Saia do lugar da incredulidade.

b)       Seja um filho fiel que crê nas promessas de um Deus que jamais falhou e que lhe prometeu vida eterna em Cristo.

SOLI DEO GLORIA.  Fraternalmente em Cristo, Pb. Gilson dos Santos.