quinta-feira, 26 de maio de 2011

COMPROMISSO COM DEUS E COM A OBRA

Amados, no último domingo, esteve em minha igreja o vice presidente do trabalho masculino da IPB presbítero Sóstenes Aranha Cavalcante, falando do compromisso que todo crente deve ter com Deus e com a sua obra. Na introdução do tema, fez uma pergunta que nos deixou no mínimo alarmados, ela se referia à que percentual correspondia nossa dedicação ao trabalho na obra do Reino de Deus.  Surpresos, observamos que a grande maioria dedica muito pouco. Então uma pergunta me veio à mente, como podemos melhorar esse percentual? É o que veremos nesse artigo.

 

Vamos examinar dois textos bíblicos.

 

"Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos" (Pv23.26).

"Porque, onde está o teu tesouro, aí está também o teu coração." ( Mt6.21 ).

 

Duas perguntas se fazem necessárias:

1. Já demos verdadeiramente o nosso coração para Deus?

2. Se demos, onde está o nosso tesouro?

 

Vivemos uma era pós-moderna, pós-cristã e pós vocação, onde procuramos agir conforme os ditames desse mundo. Conversamos, pensamos, vestimos, nos divertimos, como todo mundo faz. E daí?! o mundo é assim!

 

É a grande exclamação da moda, vivemos um cristianismo cultural, onde temos como argumento que isso, que aquilo e aquilo outro, faz parte da nossa cultura. Somos seduzidos por este cristianismo cultural. Queremos mais liberdade ética, cultural e espiritual, rejeitamos entrar pela porta estreita e caminhar por um caminho estreito. Preferimos o caminho do mundo pós- moderno.

 

Muitos criam para si seu próprio cristianismo, um falso cristianismo dividido pela cultura, maculado, reprovado, sedutor e diabólico. Um evangelho pessoal, individual e light, longe do evangelho do Senhor Jesus Cristo, e Ele nos alerta em Mateus 7.22-24, "Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim os que praticam iniqüidade."

 

Diante das verdades bíblicas, podemos concluir que, infelizmente, muitos de nós ainda não entregamos verdadeiramente o coração para Deus. O nosso coração não está voltado para as coisas de Deus e seu Reino, se o nosso coração estivesse em Deus, o nosso tesouro estaria Nele e seria dEle. Faríamos a sua vontade e viveríamos integralmente para Ele, nos alegrando em seus caminhos.

 

Dedicamos pouco à oração, à leitura da palavra, ao evangelismo e à igreja, porque longe está o nosso coração das coisas de Deus e temos como grande desculpa, as exigências do mundo moderno, esquecendo que Deus procura por verdadeiros adoradores, que o adorem em espírito e em verdade, adoradores integralmente comprometidos com Ele.

 

Que Deus tenha compaixão e nos desperte para uma vida integral para Ele. Fraternalmente em Cristo, Pb. Gilson dos Santos.

O ESPÍRITO SANTO EM NÓS

Amados, o nosso Senhor Jesus Cristo antes de voltar para o pai disse para os seus discípulos que não os deixariam sozinhos, mas lhes enviariam um outro consolador, portanto, amados, aquele que aceita o nosso Senhor como seu salvador e é regenerado, na regeneração recebe também o consolador prometido, o Espírito Santo, que passa a agir em sua vida.

 

É sobre a ação do Espírito Santo em nossas vidas que iremos falar hoje, nesse breve artigo.

 

"E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro consolador, a fim que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não o pode receber, porque não no vê, nem o conhece,, vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós." (Jo14.16,17)

 

Em primeiro lugar, vamos entender quem é o Espírito Santo. Há na Divindade três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, e essas três são um único Deus, verdadeiro e eterno, de mesma substância e iguais em poder e glória; são, contudo , diferenciadas por Suas peculiaridades individuais (Catecismo Maior de Westminster), então o Espírito santo é uma pessoa da Trindade Santa e como pessoa possui personalidade com características e qualidades que são próprias e exclusivas de uma pessoa, dentre elas podemos destacar algumas como:

 

a) Vontade—Ele escolhe as pessoas para a obra de Deus, de acordo co o texto: "E servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado.' (At13.2) e distribui os dons conforme a sua vontade, como podemos comprovar, no texto que Paulo escreve aos corintos. "Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas essas coisas, distribuindo-as conforme lhe apraz, a cada um individualmente." (1 co 12.11 ).

 

b) Emoção—Ele possui emoção, ama e pode ser entristecido, comprovado pelas palavras bíblicas: "Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor." Rm 15.30) "Não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção." Ef4.30)

 

c) Intelecto—Ele conhece e tem compreensão das coisas de Deus, verificamos isso lendo: "Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus." (1Co2.11)

 

A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO

 

-         O Espírito Santo é quem nos conduz à conversão, pois é ele que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo, (Jo 16.8).

-         Faz a pessoa nascer de novo, realizando em nos, o novo nascimento. ( Jo 3.5)

-         Regenera e renova. (Tt 3.5).

-         Age em nós, nos conduzindo na realização da vontade do Filho e na santificação de nossas vidas. (Jo16.14)

-         Nos sela como filhos de Deus, confirmando em nosso espírito que somos filhos. (Rm 8:16).

-         Nos ensina e nos faz lembrar as palavras de Jesus.( Jo14.26).

-         Nos auxilia em nossas fraquezas, intercedendo por nós. (Rm8.26).

 

-         Nos guia à verdade. (Jo.3)

-         Nos concede dons espirituais, para o serviço cristão e edificação da igreja.

-         Habita no coração do verdadeiro cristão, daquele que pertence a Cristo.

 

"Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deushabita em vós. E se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele." (Rm 8.9)

 

Se somos de Cristo, temos o Espírito Santo habitando em nós, busquemos, pois, nos enchermos do Espírito Santo e do conhecimento desse Espírito. A falta do conhecimento da obra do Espírito Santo tem causado grande dificuldade e transtornos na vida da igreja de Cristo e tem dado origem a muitas heresias, busquemos constantemente a vontade do Espírito Santo e ele realizará maravilhas em nossas vidas e na vida da igreja. Fraternalmente em Cristo. Pb. Gilson dos Santos.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

TEMA: OS PILARES DA EDUCAÇÃO NA EDUCAÇÃO CRISTÃ

Amados, hoje vamos falar de um tema muito importe para o fortalecimento do crente e da igreja. No mundo secular, comentamos freqüentemente que a educação é o caminho e a base para o desenvolvimento de um povo. Com o povo de Deus, julgo não ser diferente, para que esse povo cresça e se fortaleça, é necessária uma educação cristã de qualidade, que busque ensinar as verdades bíblicas, levando os cristãos à maturidade espiritual, contribuindo com eficácia o desenvolvimento da sociedade, transformando-a através do amor e do testemunho, como Cristo ensinou.
           
Ao comentar o futuro do cristianismo, o teólogo Alister McGrath, afirmou que vê um grande potencial, para a contribuição do cristianismo evangélico. Essa contribuição se relaciona à continua viabilidade da ortodoxia e necessidade de pregar e ensinar uma fé viva ao mundo pós-moderno. Para isso ser possível, cristãos são chamados para ser fiéis na teoria e na prática da educação cristã. Escreveu Robert W. Pazmiño, em seu livro TEMAS FUNDAMENTAIS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ.
 
Um jovem e futuro professor, afirmou, certa vez, "Sou membro dessa igreja ha mais de vinte anos, não conheço as nossa doutrinas, não conheço a nossa confissão de fé..." Não fiquei preocupado com o jovem, pois ele poderá  um dia buscar esses conhecimentos, assimilá-los e aplicá-los  em sua vida e suas aulas, minha grande preocupação foi comigo mesmo, “caiu a ficha”: o que temos feito, na educação Cristã?
 
Amados esse jovem foi criado em nossa igreja, onde a nós cabia a obrigação de orientá-lo corretamente, na fidelidade da palavra e da doutrina, SOMOS RESPONSÁVEIS!
         
Dito,  isso, quero fazer um comentário sobre os pilares da educação, que são perfeitamente aplicadas  à educação Cristã. Quem sabe a nossa falha, não esteja na não correta aplicação desses pilares?
         
A educação, está fundamentada em quatro pilares, conhecidas como os pilares da educação, que devem nortear a todo educador.
          
  1. APRENDER A CONHECER
 
O educando busca o conhecimento (ele aprende a conhecer). Cabe ao educador fornecer as diretrizes desse conhecimento, eu só posso ensinar o que sei, o que domino, "pode um cego guiar outro cego?". Em qual escola poderá um professor ministrar aulas se discorda da filosofia educacional dessa escola, ou não domina o conteúdo? Na educação Cristã não é  diferente. Entendem o que eu quero dizer!
             
Nós educadores temos o dever de ensinar a verdade (leia 1Pe 5.1-4). Alguns iténs do conhecimento básico Cristão:
  • As Escrituras,
  • As doutrinas da igreja,
  • A ética Cristã, 
  • A história da igreja
No entanto, todo conhecimento não tem valor, se não levar ao “FAZER”; o primeiro pilar nos levará obrigatoriamente ao segundo .
 
  1. APRENDER A FAZER
 
A educação Cristã, através do aprender a conhecer tem que levar o crente a fazer. A fazer discípulos, adoradores que adoram a Deus em espírito e em verdade, a fazer propagar o evangelho, a fazer crentes maduros que vestem perfeitamente a couraça da verdade e não são levados por toda sorte de ventos de doutrinas, firmes na fé, certos e confiantes na graça e na soberania de Deus, a fazer servos do nosso Senhor Jesus Cristo, pés formosos que anunciam as boas novas, que fazem diferença, que exalam o bom perfume de Cristo. O educador ainda tem que levar o educando a aprender a conviver ( leia o salmo 133).
 
  1. APRENDER A CONVIVER
 
Não podemos separar o acadêmico (conhecimento cognitivo) da piedade (vida de santidade refletindo no conviver), viver o que aprendeu (leia Tg 1.19-27). A boa convivência entre os irmãos leva à unidade da igreja, alegra o Espírito Santo, promove a busca da santificação, enriquece a alma e leva a amarmos ao próximo, não podemos separar a relação vertical da relação horizontal e tudo isso fundamentado na Palavra (SOLA SCRIPTURA), para não cairmos em heresias e sermos um dia cobrados pelo Senhor da igreja, como nos adverte apóstolo Paulo em Atos 20.
 
  1. APRENDER A SER
 
O educador Cristão deve levar seu aluno, não apenas ao conhecimento, a habilidade de fazer, a aprender a conviver, mas  principalmente a SER. Ser servo, ser prudente, ser fiel, ser íntegro, ser honesto, ser responsável, ser santo, ser amoroso, ser cheio do Espírito, ser bom pai, bom filho, bom esposo, boa esposa, etc.
 
Com diz o Rev. Sabino Cordeiro Dourado. “Para conhecer, fazer, conviver e ser, temos que estar constantemente aprendendo a aprender, pois aprender sem um coração aprendiz, não se tornará um coração ensinável, aprendendo com tudo e com todos, viver é um eterno aprendizado. Estamos em era de muita informação e pouca formação. O conhecimento doutrinário é fundamental, mas precisa ser transmitido com: criatividade, contemporaneidade, profundidade e acima de tudo com graça e unção”.
 
Amados, que Deus nos abençoe nessa  sublime tarefa, e que mas tarde possamos dizer como Paulo "COMBATI O BOM COMBATE,COMPLETEI A CARREIRA, GUARDEI A FÉ”. (2Tm 4.7). Fraternalmente em Cristo, Pb. Gilson dos Santos. A Deus toda a glória!
 

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A TRINDADE SANTA E A ORAÇÃO

Amados, Deus criou o homem a sua imagem conforme a sua semelhança, Gn 1.26, e uma das qualidades que Deus nos deu foi o poder de comunicarmos uns com os outros, somos por natureza seres sociais, temos necessidade de estarmos interagindo entre nós,  comunicação faz parte de nossa vida.
 
Uma amizade se torna agradável à medida que há prazer em se comunicar; um casamento é consolidado na comunicação dos cônjuges; uma família se estrutura no diálogo de seus membros. Em nossas relações, a comunicação é essencial, se não houver essa interação, a relação se torna, no mínimo, sem graça, podendo até mesmo desaparecer.
 
Com Deus também é assim, sem diálogo é impossível mantermos comunhão com Ele. A Trindade Santa se comunica e Deus também se comunica conosco, e como ele se comunica conosco? É o que veremos nesse artigo.
 
Deus fala conosco, através da Bíblia; através da oração, nós falamos com Deus. Nesse sentido, a Palavra de Deus e a oração são inseparáveis, assim como pai e filho tem prazer em se falarem. Como filhos de Deus, temos que ter prazer em falar com Deus. Se não cultivarmos esse hábito, a relação torna-se ineficaz.
 
A oração é um oferecimento de nossos desejos a Deus, em nome de Cristo, com auxilio do Espírito Santo, com a confissão de nossos pecados e o grato reconhecimento de Sua misericórdia num processo interativo de um perfeito sistema de comunicação. Na oração, temos a participação da Trindade.
 
  1.   A PARTICIPAÇÃO DO PAI
Deus é o destinatário de nossas orações, a ele é dirigida as nossas petições, e é ele quem atende os nossos desejos, as nossas súplicas. Ele conhece as nossas  necessidades e sabe o que é melhor para nós. Nem sempre os nossos desejos, e o que pedimos, é o melhor. Ele porém sabe de todas as coisas. Ele é soberano em suas decisões e nos atende conforme o seu querer. Como podemos comprovar nas Escrituras, lendo:
 
  1. Confiai nele, ó povo, em todo tempo; derramai perante ele o vosso coração; Deus é o nosso refugio.” Sl 62.8
  2. Portanto vós orareis assim: Pai nosso que estás no céu, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu.” Mt 6.9.
 
Devemos orar somente a Deus, porque só Ele é capaz de ouvir as nossas orações; somente Deus é onisciente; somente Deus tem o poder de esquadrinhar os nossos corações; somente Deus é onipresente; só  Ele é capaz de ouvir as nossas orações em qualquer lugar que estejamos; só Ele é capaz de entender e atender as nossas reais necessidades.
 
Somente Deus é quem tem poder para perdoar nossos pecados.
 
  1.   A PARTICIPAÇÃO DO FILHO
 
No nosso catecismo maior, a pergunta de número 181—“Por que devemos orar em nome de Cristo? Resposta- Devemos orar em nome de Cristo porque o pecado do homem e sua distância de Deus é tão grande que não podemos ter acesso à sua presença sem um mediador; e não havendo no céu e nem na terra ninguém indicado ou apto para essa obra gloriosa senão Cristo,  não devemos orar em nenhum outro nome, mais semente em seu nome.
 
Podemos confirmar em: “E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho.” (Jo 14.13). “Pelo qual temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé Nele” (Ef 3.12).
 
  1.   A PARTICIPAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO
O Espírito Santo é quem nos auxilia em nossas orações. De acordo com o nosso catecismo maior, pergunta de número 182 – “Como o Espírito Santo nos ajuda a orar? Resposta - Não sabemos pelo quê e como devemos orar, o Espírito Santo socorre nossas fraquezas habilitando-nos a compreender por quem, pelo quê e como ora, opera e aviva em nossos corações aquelas percepções , sentimentos e graças necessárias para o correto cumprimento desse dever. Como podemos comprovar nas Escrituras, em Rm 8.26 “. Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossas fraquezas; porque não sabemos orar como convém, mais o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis
 
Portanto, amados, quando estivermos orando, elevando os nossos pensamentos, suplicas e petições ao trono da graça, devemos ter em mente, que não estamos sozinhos, mais estamos acompanhados da Trindade santa e a oração e a leitura da Palavra nos leva a santificação.
 
Que Deus nos abençoe ricamente, SOLE DEO GLORIA; Fraternalmente em Cristo. Pb. Gilson dos Santos
 

terça-feira, 3 de maio de 2011

REAVIVANDO A CHAMA DO CHAMADO

Amados, na semana passada estive na cidade de Ji-Paraná em Rondônia, participando de uma reunião da Junta de Educação Teológica da IPB e de um encontro da fé reformada, um dos preletores, Dr. Francisco Solano Portela,  vice -presidente da Junta falou sobre o grande chamado que Deus faz a alguns eleitos para o ministério da palavra, do presbiterado, do diaconato e outros, e do privilégio que se tem  por responder ao chamado.
 
Fiquei então, meditando: O que leva muitos a não manter a chama desse sublime chamado? Quantos ficam no meio do caminho, quantos debandam para o mundo, se afadigam e passam a ser murmuradores andando na contra-mão da jornada do apóstolo Paulo? É o que tentaremos analisar, à luz da palavra, nesse artigo, sem a pretensão de esgotar o assunto.
 
Por esta razão, pois, te admoesto que reavives o dom de Deus que há em ti, pela imposição das minhas mãos. Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação. Não ti envergonhes, portanto, do testemunho do nosso Senhor.” (2Tm1.6-8).
 
É claro que numa sociedade pós-moderna aprendemos a respeitar as decisões de fórum íntimo e não podemos adentrar na consciência de ninguém, somente Deus tem esse poder e direito, mas uma coisa é certa, um dia iremos prestar contas ao Senhor. Você se lembra da parábola dos talentos?
 
No texto acima Paulo está falando ao seu filho na fé, Timóteo, sobre esse assunto e ele lembra que a fé de Timóteo era sem fingimento e que era a mesma fé que havia em sua avó Lóide e em sua mãe Eunice. É bom ressaltar! “FÉ SEM FINGIMENTO”. (v 5)
 
Quero destacar através do texto quatro (acho que não estou sendo muito presbiteriano em minhas prédicas) pontos que julgo ser de vital importância para mantermos acesa a chama do chamado que Deus nos fez.
 
  1. REAVIVAR
 
Paulo admoesta Timóteo a reavivar o dom de Deus que havia nele, ora reavivar é tornar vivo algo que esta morto ou prestes a morrer, a desaparecer, nós que fomos chamados temos que estar constantemente reavivar o nosso dom, através da rendição total ao sacrifício da cruz, temos que nos render integralmente ao mando  do nosso Senhor, temos que estar atentos a voz do Bom Pastor, Jesus é o nosso bom Pastor e ele diz que as suas ovelhas reconhecem a sua voz e a obedecem, temos que buscar o Espírito Santo.
 
Paulo admoesta Timóteo, porque sabe que todos temos uma natureza pecaminosa, e carecemos da graça de Deus, portanto temos que reavivar o dom que há em nós. Não somos auto suficientes, carecemos de Jesus, devemos deixar Deus agir em nossas vidas.
 
  1. PODER
 
Mas receberes o poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1: 8).
O poder que aqui se fala não é poder financeiro, não é poder político, não é poder terreno, é poder Espiritual, dado pelo Espirito Santo, é poder que vem do alto, e não de autoridades terrenas, mas que vem do trono da graça. Temos que constantemente, incessantemente, buscar esse poder.
 
Paulo fala a Timóteo, olha, ei, preste atenção: Deus não te deu espírito de covardia, não seja covarde, não  se envergonhe do testemunho do nosso Senhor, Deus te deu espírito de Poder! De poder! Companheiro!
 
  1. AMOR
 
Quando Deus chama alguém para a sua obra ele também requer que este desenvolva  um espírito de amor, porque Deus é amor, nós fomos chamados por amor, nós fomos regenerados por amor, nós seremos santificados por amor, nós fomos salvos por amor, logo temos que cultivar um espírito de amor, Paulo lembra a Timóteo que Deus lhe deu um espírito de amor.
 
Respondeu-lhe Jesus: Amarás,  o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Esse é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é.: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” Mt 22.37,38
 
O que ama a pureza do coração e a grácil no falar terá por amigo o rei.” (Pv22.11).
 
  1. MODERAÇÂO
 
Agir com moderação é um dos princípios mais importante na vida do crente, na vida do servo do Senhor, na vida daquele que foi chamado para a obra do Reino. Agir com moderação significa agir com cuidado, agir com cautela, agir comedidamente, com prudência, sem exajeiros. Paulo adverte a Timóteo que Deus lhe deu um espírito de moderação.
 
Agora, já podemos dizer a luz do evangelho, porque tantos fracassam no ministério para o qual um dia foram chamados, primeiro,  não buscaram reavivar o chamado, segundo, não buscaram poder, terceiro, não agiram com amor, quarto, não agiram com moderação e tudo isso porque não buscaram desenvolver a genuína fé, a fé sem fingimento.
 
Que o Espírito Santo continue nos advertido como Paulo advertiu a Timóteo.   SOLI DEO GLORIA
Fraternalmente em Cristo. Pb. Gilson dos Santos
 

quarta-feira, 20 de abril de 2011

REFLETINDO A GLÓRIA DE DEUS

Amados, em Gn 1.26, vemos que no diálogo da trindade santa, Deus falou que faria o homem a sua imagem e semelhança.  Uma pergunta, no entanto, nos deixa curioso, qual a finalidade de Deus fazer o homem a sua imagem conforme a sua semelhança? É o que veremos nesse breve comentário.
 
A primeira pergunta do catecismo maior de Westminster é: Qual é o fim supremo e principal do homem?  A palavra fim significa o propósito para o qual algo existe. E a resposta é: O fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. Podemos comprovar esse propósito lendo em:
 
  • Ap 4.11 “Tu és digno Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste...”
  • Em Rm 11.36 “Porque dele, e por meio dele , e para ele são todas as coisas. A ele, pois a glória eternamente. Amem.”
  • No Sl 73.24-28. Deus nos ensina como o glorificar, e que devemos gozá-lo para sempre.
  • Em Jo 17.21-24 vemos que o nosso supremo destino é gozar a Deus em glória
 
Amados, com a queda, o homem se afastou completamente de Deus, não podendo mais desejar as coisas de Deus, nem buscá-lo e glorificá-lo, a humanidade mergulhou-se em trevas, porem Deus com seu infinito amor, providenciou a vinda de seu filho amado Jesus Cristo, para nos tirar destas trevas e nos reconciliar com Deus, “Porque Deus amou a mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito para que todo aquele que nele crer não pereça mas tenha a vida eterna” Jo3,16.
 
Agora, em Cristo  somos nova criatura, e como nova criatura devemos retornar as nossas origens e ao propósito supremo de refletirmos a glória de Deus. Mark Dever aponta três qualidades que a igreja deve buscar para refletir a glória de Deus, e como cada um de nós somos  parte da igreja, devemos igualmente refletir essa glória.
 
  1. SANTIDADE
Devemos ser santos,  porque Deus é santo, devemos ser puros, a santidade deve ser um atributo que caracteriza o indivíduo e a igreja.” Os que são eficazmente chamados e regenerados, havendo sido criado neles um novo coração e um novo espírito, são, além disso,  santificados genuína e pessoalmente,  pela virtude da morte e ressurreição de Cristo, por sua palavra e Espírito neles habitado, o domínio de todo o corpo do pecado é destruído e suas concupiscências mais e mais enfraquecidas e mortificadas e eles mais e mais vivificados e fortalecidos em todas as graças salvíficas para a prática da genuína santidade, sem a qual ninguém verá ao Senhor (CFW XIII, seção I)
 
Os meios de santificação  são de duas ordem distintas: a interna e a externa, o meio interno de santificação é a fé. Fé é o instrumento de nossa santificação, daí de nosso livramento da condenação e da nossa comunhão com Deus, o órgão de nossa união com Cristo e associação com seu Espírito. Os meios externos são a  verdade como revelada nas Escrituras “Santificai-os na verdade; a tua palavra é a verdade”(Jo 17.17) e a oração. A oração é um meio de santificação, como o ato no qual a alma entra em comunhão com Deus (A.A. Hodge)
 
  1. UNIDADE
Devemos ser unidos, porque Deus é um só. Em 1Co 1.13 Paulo faz uma pergunta crucial para a igreja, quanto as divisões e contendas que estavam surgindo no seio da igreja,” “Cristo está dividido? Que pergunta fascinante!  Quando pensamos nessa pergunta, nenhuma igreja local tem qualquer fundamento para ser dividida.
 
A poderosa compreensão teológica por trás da pergunta é que a igreja é o corpo de Cristo. Essa idéia nos recorda a solene responsabilidade que temos de refletir a glória de Deus. Nossas divisões assumem uma grave seriedade porque, assim como no caso de qualquer impureza ou culpa, elas refletem Naquele cuja imagem devemos reproduzir. Nossa desunião, é, assim,  uma mentir a respeito de Deus e daquilo que ele é. (Mark Dever)
 
  1. AMOR
Devemos ser amáveis porque, Deus é amor, Deus é amável. A única maneira em que devemos se unidos é no amor. Em 1Co 13,  Paulo escreve: “ Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizare conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.
 
E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que eu entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará. O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana não se ensoberbece. Não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se recente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba; mais havendo profecias, desaparecerão, havendo línguas  cessarão, havendo ciência, passará”.
 
Amados, como servos do nosso Senhor Jesus Cristo, temos que procurar incessantemente refletir a glória de Deus, na santificação, na unidade e no amor. Que Deus nos abençoe e nos ajude a exalarmos o doce perfume de Cristo. - Fraternalmente em Cristo - Pb. Gilson dos Santos.
 

sábado, 9 de abril de 2011

O PREGADOR

Amados, hoje iremos falar  sobre o mais sublime chamado que nosso senhor faz a alguns do seus aprisco, para serem pregadores da sua palavra, em particular ao PASTOR também chamado do anjo da igreja, do profeta da igreja, homens que dedicam suas vidas  na leitura da palavra, na pesquisa, na meditação, de joelhos em terra, buscando ouvir a voz de Deus, para transmiti-las ao rebanho, sacrificando até mesmo o convívio com sua família, homens que se alegram e que choram com o rebanho, e em muitas vezes são criticados e incompreendidos, homens que pastoreiam mas que também precisam ser pastoreados, homens que, como Moisés, Elias,  Isaías, Daniel, Ezequiel,  Jeremias, Amós e o próprio Senhor Jesus foram chamados para anunciar a mensagem do Pai.

 

          "Pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus. Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel ". (1Co 4. 1, 2)

 

John Stott, baseado na palavra de Deus afirmou "o pregador é um despenseiro dos mistérios de Deus, ou seja, da auto- revelação que Deus confiou aos homens e é preservada nas Escrituras". Isso significa que o pregador deve se colocar diante das pessoas com a grande responsabilidade de falar a mensagem de Deus. Walter Bovie declarou que "o pregador é o canal de comunicação do Deus vivo para a alma viva que está diante dele" e para o desempenho da sublime missão de falar em nome de Deus, deve estar muito bem preparado.

 

Pregar é a tarefa principal da igreja, por isso é impossível o cumprimento de tão elevada missão sem o devido preparo. Antes de Jesus Cristo, tivemos grandes pregadores citados no Antigo Testamento: Moisés, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniele Amós. A era da graça colocou a pregação em especial relevo. Jesus foi o maior dos pregadores, ele iniciou pregando a boa nova da chegada do reino de Deus e fez da pregação da palavra o centro do seu ministério, ele pregou durante toda a vida, pregou até na cruz, e depois de ressurreto continuou a pregar, durante seu ministério ele não só pregou mais ordenou que seus discípulos pregassem.

 

O pastor desenvolve inúmeras atividades em seu ministério, porém, nenhuma delas é tão importante, exigente e intransferível quanto a pregação. Do púlpito a mensagem de Cristo é proclamada, vidas são salvas e os salvos são edificados, doutrinados e santificados. A responsabilidade é tão grande que o apóstolo Paulo adverte "Procura apresentar-se a Deus, aprovado ,como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade" (2Tm 2. 15).

 

Jesus Cristo não é só a pessoa de quem o pregador fala, mas é a pessoa  que fala por intermédio do pregador. Assim a autoridade da pregação está na sua cristocentricidade. A mensagem é do Senhor, e pregar é tomar parte na palavra de Deus, é tornar-se cooperador de Deus. A responsabilidade do pregador como se vê é imensa. A vida do pregador deve ser de constante estudo. É de Charles Spurgeon o seguinte conselho ao pregador: "Domine seus livros, leia-os completamente, leia-os e releia-os, mastiga-os e digira-os".

 

O pregador por mais preparado que seja, precisa ter em mente que a finalidade da pregação não é agradar aos homens, mas ao Senhor, todos os recursos devem ser colocados a serviço do Senhor da pregação. Por outro lado, princípios homiléticos e retóricos  sem amor são "como o sino que ressoa ou como o prato que retine", qualquer pregador que não amar verdadeiramente seus ouvintes estará apenas fazendo barulho, como diz  Jilton Moraes.

 

Que Deus continue abençoando os nossos pastores na sublime tarefa de pregar a mensagem do nosso Senhor Jesus Cristo, lembrando que compete a toda igreja levar a mensagem de Boas Novas. - FONTE: HOMILÉTICA DA PESQUISA AU PÚLPITO – JILTON MORAES - Pb. Gilson dos Santos.

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